Inácio lopes da silva, casado com, Maria Betânia lopes da silva, pai de dois lindos filhos, Keilla

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simplesmente um servo a serviço do Senhor na assembléia de Deus em Paulo Afonso-Ba, pregador do evangelho, ministrando em congressos, seminários.

SERVO!

EU quero ser um servo ,só para te o prazer de te servi com alegria,pode fica aos teus pés ouvindo sua maravilhosas palavras de vida,poder derramar o meu melhor sobre ti,divulgar para o meu próximo, como e maravilhoso te servir,poder te acompanhar pelo deserto, ver com os meus olhos os milagres que operas na vidas dos necessitados , ver os mortos espirituais reviver,poder ver a tua igreja a noiva do cordeiro,pronta para o arrebatamento,que eu na qualidade de servo, posar me juntar a tantos outros servos, para profetizamos a estar nação,que este desejo comece agora enquanto você ler esta mensagem.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

PORQUE LUTERO É IMPORTANTE PARA AMERICA LATNA


tero é importante para a América Latina
Uma Perspectiva Sistemática e Contextual
Vítor Westhelle
Meu Tema
Em uma reunião com a Igreja da Baviera e a IECLB em julho de 2011 foi me pedido para que
apresentasse uma proposta ou visão para a instituição na Faculdades EST da Cátedra de Pesquisa em
Lutero. A tarefa a mim consignada consistia em apenas duas perguntas. A primeira: Por que Lutero é
importante para a América Latina, especificamente para o Brasil? E a segunda: Por que estaria eu
interessado nesta cátedra uma vez que sou um sistemático e não um historiador?
Acho que posso responder estas duas perguntas com uma simples afirmação quanto à minha vocação:
Sou latino-americano, pastor brasileiro e teólogo sistemático que passou boa parte de sua vida
acadêmica pesquisando, escrevendo e publicando sobre Lutero e o luteranismo. Isto, me parece, seria o
suficiente, mas vou tentar desdobrar esta resposta.
1. A teologia sistemática, ou como quer que se chame esta disciplina assim reconhecida há mais
de três séculos, produziu algumas das mais relevantes interpretações de Lutero para tempos e
lugares específicos, o que é a tarefa da teologia sistemática.
A segunda pergunta me pareceu a mais curiosa. Não vou abordá-la pessoalmente, pois não estou aqui
para fazer uma apologia pro vita mea (meu currículo é de domínio público, onde está toda minha
publicação: veja meu site em  www.lstc.edu ou www.vitorw.com). Então a questão não é sobre mim,
mas sobre a aparente impressão que a pergunta deixa que estudos de Lutero não são próprios da área
sistemática (não vou entrar na questão se o adjetivo “sistemática” é o mais próprio pra descrever a
disciplina ou se deveria usar outros como “dogmática”, “construtiva”, etc.). O que me parece que se
pergunta é se a teologia sistemática é área própria para pesquisa em Lutero. Nos anos noventa eu era
membro do comitê organizador do Congresso Internacional para Pesquisa em Lutero. O Congresso tinha
como princípio ter mais ou menos o mesmo número de apresentadores da área de história como de
sistemática. Na época, pelo menos, era mais fácil encontrar e recrutar sistemáticos que historiadoresque pesquisavam sobre a teologia de Lutero. Recorro à memória espontaneamente e me surgem nomes
que pertencem à área de teologia sistemática e que têm sido de importância decisiva nos estudos de
Lutero, digamos, nos últimos cinquenta anos, desde os anos sessenta, e que qualquer um que algo sabe
de estudos de Lutero reconheceria imediatamente. Começo pelo norte. Tuomo Mannermaa da
Finlândia, Gustaf Wingren da Suécia, Regin Prenter da Dinamarca, Gerhard Ebeling da Suíça e Alemanha,
Oswald Bayer da Alemanha, Gerhard Forde dos EUA. E menciono apenas alguns e aqueles que agora me
ocorrem e já estão aposentados ou faleceram. Todos teólogos sistemáticos! Certamente poderia
nomear muitos historiadores, mas acho que meu caso já está devidamente apresentado.
Como latino-americano estou e tenho estado interessado em Lutero de maneira similar a que
Mannermaa leu Lutero para seu contexto Finlandês de forma original e controversa, ou como Forde o
leu para o contexto norte-americano. Estes são dois exemplos de ler Lutero fora de seu berço teológico
nativo (ainda que no eixo norte-atlântico) com resultados instigantes e descobertas desconcertantes
que as lentes teológicas da modernidade centro-europeia não haviam decifrado. E aqui então já passo a
abordar a primeira questão que é de fato complexa e exige certamente mais do que os cinco anos de
subsídio para uma Cátedra de Pesquisa em Lutero para resolvê-la, se isso fosse até mesmo possível. Mas
faço minha tentativa para, pelo menos, mostrar que o apoio da Igreja da Baviera a esta Cátedra é uma
decisão sábia e merece o reconhecimento de quem se importa pelo futuro dos estudos de Lutero e
também do luteranismo em uma escala planetária ou global. Apresentarei as razões porque creio que
isto é o caso.
Por que é Lutero Importante?
2. O projeto colonial europeu recrutou a teologia para seus fins e alguns de seus melhores
teólogos a isso se serviram, enquanto o caráter de marginalidade da teologia saxônica do
século XVI foi ofuscado.
Então, por que estudos de Lutero feitos na América Latina? Há quase dois séculos Schleiermacher
escrevia em sua Glaubenslehre: “... nada de herético pode surgir agora que a igreja se completa a si
mesma e a influência de outras formas de crença, mesmo nos seus limites ou no campo de missão da
igreja, deve ser considerada em zero no que se refere à formação da doutrina, ainda que na piedade dos
novos convertidos é possível que por bom tempo resíduos advindos de suas crenças anteriores
persistam; se estas viessem a clara consciência e fossem formuladas como doutrinas isso, então, seria
herético.” Esta passagem me parece muito interessante e reflete uma postura que, ainda que não
confessionalmente luterana, era também compartilhada por luteranos nesta época de colonialismo
triunfante. A igreja vive de seus próprios recursos dogmáticos e nada mais tem a aprender, ainda que
resíduos de superstições permaneçam por longo tempo. Este é um primoroso resumo do “Manifesto do
Colonialismo Missionário”. O terceiro mundo, o campo de missão, não contava, exceto como objeto de
missão e território de expansão colonial. Um século depois a situação não havia mudado muito, embora
date do início do século vinte a emergência do pentecostalismo no norte do Brasil, que eventualmente
iria transformar a demografia eclesiástica tradicional da América Latina e expandir-se pelo mundo. Mas
então ninguém levou isso muito a sério. O cristianismo mantinha sua cidadela intacta no eixo norteatlântico, e cristãos abaixo do equador eram numericamente uma minoria, e insignificantes quanto ao
acesso ao poder eclesial e teológico. Meio século depois, quando a Federação Luterana Mundial foi
fundada em Lund (1947) os participantes do terceiro mundo eram praticamente não existes, com
exceção de alguns gatos pingados da Ásia. Estima-se que então o número de Luteranos no terceiro
mundo não chegasse a 10%. Hoje pelos dados da FLM aí já se encontram mais de 40%; e o número
continua a crescer. Os luteranos estão um pouco atrás de outras famílias confessionais como episcopais,
católicos, batistas, presbiterianos e metodistas que já migraram em massa. Hoje 60% ou mais dos
membros das igrejas cristãs têm seus rebanhos em pastos abaixo do equador. Mas os luteranos estão
seguindo, com um pouco mais lentidão, a mesma migração. Não me surpreenderia se no aniversário da
Reforma em seis anos teríamos já a maioria de luteranos fora do eixo norte-atlântico. Desde há dois
anos a segunda maior igreja luterana do mundo, depois da sueca, está na Etiópia e não mais nos EUA (e
possivelmente a terceira logo será a da Tanzânia ou de Madagascar).
Por que introduzi o assunto com a citação de Schleiermacher?  Porque importam as perguntas que
surgem de contextos e conjunturas específicas e não apenas as respostas, os dogmas, os sistemas. Para
a Reforma, a igreja não é apenas a ecclesia docens, a igreja docente, mas é sempre também a ecclesia
discens, a igreja discente, sempre a aprender de novos contextos, novos lugares.
Lutero, no início do século XVI estava ciente que pregava e escrevia teologia das margens de um império
político e eclesial. Esta consciência de marginalidade selou sua teologia e nutriu sua rebeldia. Desde seus
primeiros escritos públicos o que o marcou foi levantar questões que lhe pareciam óbvias: Por que
indulgências? Por que não comungar com ambos os elementos? Por que centralização eclesial? Por que
o magistério quando temos as escrituras? Por que o povo não pode escolher seus líderes? Por que usura? Por que não um Deus misericordioso? E assim por diante. Perguntas tais são hoje aceitas como
óbvias, mas a seu tempo poucos viam que o rei estava nu. Há uma história que talvez vocês conheçam.
Por volta de 1990 quando se reestrutura a geopolítica mundial, que na Alemanha se chama die Wende,
havia um grafite nos muros da Universidade de Bogotá, Colômbia. Dizia: “Quando teniamos casi todas
las respuestas, se nos cambiaran las preguntas.” De fato é a emergência de novas e inusitadas perguntas
que desestabilizam as respostas dadas a velhas perguntas que já não estão mais em pauta.
3. À medida que o luteranismo segue outras famílias confessionais na migração ao sul, Lutero, o
teólogo sistemático contextual por excelência, oferece trajetórias a seguir.
Novos contextos trazem novas perguntas e uma disposição de procurar novas e imaginativas respostas.
Não estou seguro, mas suspeito que o grafite que mencionei referia-se às respostas dos textos
“canônicos” da tradição marxista. Não importa, realmente. Todos os regimes de verdade têm seus
“cânones”. Assim também os têm os luteranos, como os textos de Lutero, dos escritos confessionais, ou
interpretações celebradas como autorizativas. Mas até que novas perguntas forem reconhecidas como
legítimas pelos curadores do “cânone”, as novas respostas serão consideradas heréticas, isso porque
novas perguntas tendem a ser excluídas pelos regimes de verdade tacitamente aceitos. Esta, então, é a
tarefa: inquirir estes textos “canônicos” da perspectiva de outros contextos não hegemônicos. E talvez
as perguntas mais instigantes não surjam somente do fato que a maioria numérica de luteranos venha a
estar em contextos que a academia europeia ou norte-americana amiúde não sabe ler; e a religiosidade
impregnada por elementos contextuais é considerada apenas resíduo de uma piedade passada. Talvez o
fato ainda mais importante seja que esta maioria em outros contextos encontra-se lá como minoria.
Tome-se a Índia, por exemplo. Cristãos representam por volta de 3% da população (No entanto, ainda
assim há mais cristãos na Índia que em todos os países escandinavos somados!), e os luteranos são
apenas uma fração disso num contexto de pluralismo religioso incomparável. Por exemplo, por que não
se discute sincretismo no contexto deste debate, típico luterano desde o século XVI, sobre adiaphora
como algo bom (bene esse) ainda que não essencial (esse)? Perguntas assim que destes contextos nos
vem são sérias e não raro inusitadas. No entanto, podem ser elaboradas e examinadas dentro de uma
diferente leitura dos mesmos textos canônicos que se endureceram no forno do tempo. Em todas estas
conjunturas—na Ásia, na África, na América Central, no Caribe e na América do sul—grupos se reúnem e
buscam assessoria para formular a relevância da teologia luterana para seus lugares e seus desafios. De
minha experiência com esses grupos não se trata de se a teologia luterana tem ou não relevância; de
certa maneira sabem desta relevância. Mas estão em busca de linguagem para expressá-la nas suas realidades. E toda teologia é contextual. Como disse o poeta brasileiro (Vinicius de Moraes), “ninguém é
universal fora de seu quintal”.
Tarefas Programáticas
4. A teologia sistemática tem a tarefa de detectar no presente coisas que guardamos das
representações do passado e sua relevância para o momento e onde este se situa. Esta é uma
lição de contextualização de que Lutero era um mestre.
Por que estudar Lutero nestas partes do mundo? Aqui entra, em particular, a responsabilidade dos
teólogos sistemáticos cuja tarefa é exatamente a de ver como a Bíblia e a tradição se confrontam com
uma dada conjuntura. Certamente não é a tarefa prioritária fazê-lo por motivos antiquários ou arquivais,
ou seja, descobrir origens e classificá-las. Isso se pode fazer de qualquer parte onde se tenha acesso às
fontes e à mediada que se as têm. Muitas vezes é o que ainda fazemos no terceiro mundo, e é
importante que se continue a fazê-lo. Mas restringir-se a isso é o que se tem chamado de “mal de
arquivo” (mal d’archive: Derrida), quer dizer, usar o passado para autenticar o presente. E isso implica
um desprezo do presente e dos lugares que ocupa (e o presente sempre ocupa lugar, ou não é
presente/dádiva). Isso é o que fazemos quando usamos categorias que outros contextos elegeram como
centrais e por mímica os repetimos em completa abstração do presente situado em um lugar, nosso
presente. Isso sucede com a linguagem sobre justificação, sobre os dois reinos, sobre lei e evangelho,
etc.. E o que uma vez foi libertador agora emudece, cala a linguagem local, suprime o vernáculo. A razão
para estudar Lutero me parece ser outra; e esta é a primeira tarefa. É conhecer táticas e estratégias do
passado para iluminar lutas do presente. Explico-me. É preciso, por exemplo, fazer com que aquele que
ousou traduzir a mensagem da Palavra ao vernáculo seja ele mesmo rendido aos vernáculos. Um texto
de 1525 sobre “Como Cristãos deveriam considerar Moisés” que é escrito em meio a sua luta com
alguns anabatistas, que como alguns fundamentalistas hoje, citavam as escrituras dizendo: “Esta é a
Palavra de Deus”, revela um Lutero contextual como pouco se ouve.  Lutero diz: “certamente esta é a
palavra de Deus mas vocês não são o povo a quem ela está proferida.” Há que escutar a palavra de Deus
dirigida a um povo específico.  Nisto Lutero, de fato, já está começando a falar outras línguas: espanhol,
mandarim, finlandês, suaíli, inglês, malayalam,  e assim por diante, mas ainda necessita mais fluência.
Como bem colocou o bispo Pedro Casaldáliga, ”A Palavra universal só fala dialeto.” Esta então é uma das
tarefas: aplicar nos contextos, nas distintas conjunturas sociais e eclesiais a própria prática que definiu
culturalmente a reforma luterana, e fazê-lo de maneira compreensível. Minha opinião é que é isso que intencionava dizer Anders Nygren quando em sua palestra na abertura da primeira assembleia da FLM
disse: “Não de volta ao passado, mas avante a Lutero.”
5. Não é a repristinação confessionalista, mas a transfiguração de Lutero que importa à pesquisa
de Lutero quando fora de seu berço natal.
Outra tarefa é curar-se do “mal de arquivo” que diz que só temos legitimidade se o fizermos como os
alemães, ou suecos, ou norte-americanos o fazem e têm feito. Lutero precisa ser transfigurado. Isso é o
que acontece na história da transfiguração (Mt 17). Jesus nunca foi Elias nem Moisés e até discordou
com eles, mas foram eles que se transfiguraram em Jesus sem que esse rendesse sua identidade. É
preciso ver o Lutero transfigurado nos “Luteros” de hoje sem que isso os tire de seus próprios desígnios
e seus próprios lugares, sem que sejam contaminados pelo mal de arquivo. A passagem de Mateus
sobre a transfiguração é precedida pela confissão de Pedro: “Tu és o Messias.” A próxima cena é Jesus
contanto de seu destino e Pedro intervém ao que Jesus responde: “Arreda! Satanás.” Pedro havia lido
Jesus com o catequismo ou o cânone que tinha (Moisés, Elias e os profetas): Jesus deveria ser como
Moisés ou como Elias. Pedro fez a correta confissão, mas não soube ler o contexto. Isso é a definição
teológica do demonico: correta dogmática e inepta contextualização. A transfiguração é a história de
como o passado deve se metamorfosear (metamorphethe, esta é a palavra traduzida como
“transfiguração”) para dentro dos contextos presentes e não o contrário. Lutero também
metamorfoseou Paulo e Agostinho, mas não se fundiu a eles; vestiu o manto deles, mas na sua própria
pele.
6. O verdadeiro discipulado não está na letra, mas no espírito. A letra sustém, mas o evangelho
renova. As obras de Lutero têm de serem todas lidas e examinadas com cuidado para que
então os livros possam ser fechados e o evangelho aberto.
Então há uma terceira tarefa programática. É preciso ter coragem de inovar ainda sem destruir o velho.
A parábola de Jesus é pertinente à nossa tarefa: “Por isso todo escriba versado no reino dos céus é
semelhante a um pai de família que tira de seu depósito cousas novas e cousas velhas.” (Mt 13:52) Os
arquivos serão mantidos e sempre haverá entre nós um escriba versado no reino que deles sacará
relíquias preciosas. O Congresso Internacional para Pesquisa em Lutero que se reunirá em Agosto de
2012 em Helsinki talvez seja a prova mais contundente desta arte que mantemos. Mas há também que
ousar, como se isso precisasse ser dito para quem conhece um pouco de Lutero. Com todos os defeitos que o reformador tinha e admitia, falta de ousadia não era um deles. Ainda não somos luteranos até
ousarmos perguntas e respostas que nos remetem além dos cânones dominantes.
7. Estas são as tarefas programáticas: contextualização, transfiguração e inovação.
Objetivos
8. O Cone Sul da América Latina de momento se apresenta como o mais hábil interprete entre o
luteranismo presente e do futuro.
Para a realização destas tarefas há alguns objetivos a serem alcançados. E nisto me abstenho de fazer
considerações gerais sobre Lutero e o Luteranismo, mas busco tratar especificamente ao que se propõe
com a criação da Cátedra para Pesquisa em Lutero nas Faculdades EST em São Leopoldo. No cone sul da
América Latina encontramos uma situação peculiar entre todas outras igrejas luteranas do terceiro
mundo, com exceção de enclaves étnicos na África do Sul. No cone sul as igrejas são originariamente de
migração alemã e ainda mantém muitas das tradições, da língua e dialetos que vieram com os
imigrantes, ainda que isso já tenha mudado drasticamente desde os anos sessenta por um processo
progressivo de inculturação na realidade sul-americana, respectivamente, brasileira. Isso tem
possibilitado vínculos culturais orgânicos entre estas igrejas e a Alemanha (bem como também atrasou a
indigenização da igreja). Provavelmente, em longo prazo, o futuro do luteranismo mundial vá estar mais
na África e na Ásia, mas neste momento a América do Sul tem um papel gestor nesta paulatina
transferência. Também a formação teológica da região é a que, no terceiro mundo, mais se assemelha à
alemã. Esta região de momento exerce a função de interprete entre os valores teológicos europeus e
dos EUA, e os do terceiro mundo em geral. Interprete é quem se situa entre dois valores (inter-pres)
para negociar uma troca originalmente nos mercados da antiguidade onde diferenças de línguas e
dialetos fazia uma negociação direta impossível. Mas no momento em que as partes envolvidas na
negociação chegam a um acordo, mediados pelo interprete, este sai de cena. Talvez seja esta a tarefa
teológica que de momento nos cabe realizar. E há muito em jogo, pois há que ser honesto e manter a
confiança das partes envolvidas. Nisto São Leopoldo está imbuída de um valor simbólico significativo. É
o berço da migração alemã. Lá chegou a primeira leva de imigrantes alemães em1824. (A EST foi a
primeira a trazer a teologia luterana em conversação coma teologia da libertação. Já no início dos anos
70 é publicada a primeira tradução da Teologia da Libertação de Gustavo Gutierrez. Isto foi para o
holandês feito pelo então professor da EST Klaus van der Grijp.)Isto me traz ao primeiro objetivo para esta cátedra, abrir um espaço interpretativo entre o sul e o norte
onde ainda se encontra a hegemonia teológica no contexto luterano, o que certamente necessitará
antes de tudo uma continua articulação entre centros teológicos do sul onde pesquisas sobre Lutero já
avançam (como no Seminário Luterano de Hong Kong, Faculdade de Teologia Gurukul na Índia,
Seminário Luterano Makumira na Tanzania, Universidade de Natal em Pietermaritzburg na África do Sul,
Isedet na Argentina e assim por diante). Em segundo lugar continuar o diálogo norte-sul a começar com
aquelas instituições acadêmicas com as quais contatos já foram desenvolvidos. Já há interações
históricas com várias universidades e faculdades alemãs, assim como com a Dinamarca, Noruega, bem
como com os EUA. Esta é uma tarefa de coordenação, articulação e estabelecimento de redes de
contato. É um trabalho que já foi esboçado e posto em prática com bons resultados pelo Departamento
de Estudos da FLM desde 1995, quando por falta de recursos deixou de ser por si um centro de pesquisa
e passou a se definir como centro de articulação. Creio que contatos com o Departamento de Estudos
da FLM virá a facilitar esta tarefa ou até mesmo venha a liderá-la.
9. A pesquisa em Lutero está para a contextualização, transfiguração e inovação assim como a
agricultura está para a colheita ou o casulo para a borboleta. O desafio está quando a colheita
fracassa ou a borboleta morre.
O segundo objetivo é precisamente de desenvolver linhas de pesquisa que ofereçam abordagens
prioritárias a temas da teologia luterana, particularmente de Lutero, de relevância para a América Latina
e ao Brasil em particular. Esta me parece seja a tarefa principal para o ocupante da cátedra. De
momento presumo, em base ao que conheço da teologia de Lutero e da realidade Latino Americana,
que há três eixos temáticos a serem inicialmente desenvolvidos.
Eixos Temáticos
10. Justificação e escatologia estão intimamente relacionadas nas obras de Lutero, mas pouco há
se feito em decodificar as dimensões espaciais e sociais destas doutrinas.
Justificação, escatologia e espaço O primeiro eixo temático parece ser bastante óbvio à primeira vista.
Trata-se do tema central da Reforma, a justificação por graça mediante a fé. Mas esta deve ser tratada
não como outro tema (locus) dogmático, mas vista radicalmente sob uma perspectiva escatológica (isso
já se fez, p. ex. Paul Althaus, mas em uma perspectiva historicista e individualista). A justificação neste
sentido não é uma “doutrina”, mas descreve uma experiência limítrofe que é ao mesmo tempo “morte”
e dádiva. Lutero costumava usar esta linguagem paradoxal e extrema ao se referir à justificação. E o fazia em termos muito realistas. Ela mata para dar vida e dá vida quando mata. Mas como entender isso
sem espiritualizar? Lutero mesmo vivia e respirava um clima apocalíptico que é sempre uma situação
existencialmente limítrofe. Sociedades opulentas hoje tem dificuldade de se relacionar com isso. A
justificação é espiritualizada e desencarnada e a escatologia deferida/postergada para uma data incerta
no calendário ou para um místico nunc eternum. A palavra eschaton no Novo Testamento leva três
significados distintos que nos textos originais são mesclados. Pode referir-se a um limite espacial como a
fronteira de um território ou a mítica concepção do fim do mundo depois dos mares; pode também
referir-se ao tempo e seus limites; assim como pode ser usado para designar o último em uma escala de
classificação. Mas o sentido temporal é o único que tem sido usado na modernidade ocidental.
Mas para a América Latina (assim como outras partes do terceiro mundo onde massas vivem este
apocalipse) este tema assume um significado especial e muito real. Questões de vida e morte, dádiva e
passagem estão inscritas em cada passo da existência cotidiana de agricultores sem-terra, de crianças de
rua, de favelados, de povos indígenas em que o eschaton está na cerca da fazenda ao lado, na próxima
esquina, ou na arma assassina; aí a morte é real e a celebração da vida contagiante. Refletir a
justificação sob esta perspectiva significa tomar conhecimento da importância de experiências
escatológicas hodiernas. A saber: questões que vão desde enfermidades por contágio (como um vírus e
bactérias que transgressam os limites [ta eschata] epidérmicos do corpo, bem assim como também o
fazem medicamentos que trazem saúde, soteria, salvação) até questões pertinentes à migração em
espaços geopolíticos, fronteira são transgredidas e aí há morte e há vida. É preciso explicar justificação
na vida cotidiana. Estas são experiências escatológicas em que justificação e condenação, libertação e
submissão são os polos da experiência. Pensar justificação como dádiva e morte assume, portanto,
relevância peculiar aos contextos de vida subalterna características da realidade latino-americana e,
particularmente, brasileira.
11. A doutrina dos dois reinos ou regimentos é uma das doutrinas características do jovem Lutero
que foi assimilada e difundida por outros reformadores (p. ex. Bucer, Melanchthon, Calvino),
mas ela não chega a enfocar a distinção que Lutero mais tarde faz entre economia
(oeconomia) e política (politia). Aí reside a sua contribuição especialmente a sociedades, como
do terceiro mundo, onde estas esferas da vida real são claramente discerníveis, ao contrário
da modernidade ocidental onde estas se imbricam a ponto de se confundirem.
Justiça, política e economia O segundo eixo temático trata do outro assunto fundamental da Reforma
que desde há um século tem sido chamado de “doutrina dos dois reinos” [Reiche/ Regimente] (o que prefiro traduzir como “regimes”).  Mas o tratamento que este tema tem recebido na Europa e nos EUA
vai desde enquadrar o problema como uma relação de lei e evangelho, até fé e política, ou mesmo igreja
e estado. Mas o que é importante nestas reflexões que Lutero produziu é a sutil e a precisa distinção
que ele nos anos 30 do século XVI faz entre política e economia, avançando um tema que só será
retomado séculos depois com Hegel, Marx e no século XX por Arendt e Spivak. A importância disso para
América Latina já foi enunciada pela distinção que Paulo Freire faz entre conscientização e produção, e
mais recentemente na tipologia que o antropólogo Roberto DaMatta elaborou com as metáforas da
“casa” e da “rua”. O nascedouro desta questão pode ser remetido à Aristóteles com sua distinção de
duas das três faculdades humanas: praxis e poiesis (a terceira sendo theoria) que está na raiz dos
conceitos de política e economia desenvolvidos por Lutero. Na patrística grega (p.ex. em Basílio de
Cesaréia) esta distinção ainda é mantida, mas desaparece no período medieval para ser então retomada
por Lutero ao distinguir com precisão entre oeconomia e politia. Esta é uma distinção de extrema
importância para o pleito teológico latino-americano. Os outros reformadores seguiram Lutero na
distinção de regimes, o espiritual e o secular, mas nenhum outro chegou como Lutero a descrever a
igreja como este evento que sucede entre a política e a economia (nos sentidos clássicos dos termos), na
adjacência de ambos e emprestando de ambos, mas não se rendendo a nenhum. A igreja se demoniza
quando se rende à política e se idolatriza quando se adapta à economia.
12. “Somente a cruz é nossa teologia” é o mais sucinto e claro manifesto da reforma luterana
(desde 1517-18) e continua sendo para quem a cruz é o símbolo da vida cotidiana. Mas a
interpretação deste manifesto é devidamente escorada pelo maior consenso ecumênico
jamais alcançado—o Concílio Ecumênico de Calcedônia (451).
Cristologia, Cruz e Hibridez O terceiro eixo a ser desenvolvido e que permite relacionar os dois primeiros
é a cristologia de Lutero, sua interpretação do Concílio Ecumênico de Calcedônia (451) e sua intrínseca
vinculação com a teologia da cruz. Este tema, para América Latina, não carece de mais justificação senão
a já produzida por vários teólogos/as das mais diversas origens confessionais que se voltam a Lutero
quando este é o assunto. Mas implicações desta cristologia vão muito além e são muito mais relevantes
do que até agora tem se tido e são muito mais radicais. O que tem Cristo a ver com o sofrimento?
Exemplo de persistência? Lição sobre o sentido vicário da dor? Perdão dos pecados? Solidariedade com
o povo sofrido? Na verdade Lutero é muito mais radical. Já em 1528 quando escreve sua “Confissão” o
Reformador desenvolve o que ele chamou do terceiro modo de presença de Cristo (além do Jesus
histórico e da presença real no sacramento). Tenho encontrado poucos luteranos que sabem disso embora este texto tenha sido citado na Solida Declaratio (VII) da Formula de Concordia por mais de uma
página. Em resumo o que ele diz é que a união hipostática da Fórmula de Calcedônia exige a afirmação
de que Cristo esta, segundo a carne (senão a nossa fé é falsa, o afirmou), transcendendo tudo, mas
estando mais perto de cada coisa que cada coisa está de si mesma, quer dizer, mesmo na morte, ou
acima de tudo na morte. Então à minha pergunta acima sobre a relação de Cristo com o sofrimento tem
uma simples resposta: essencial identificação. É o próprio Cristo que sofre na carne do sofredor. É o
próprio Cristo que está enterrado na tumba de quem morreu. E para Lutero, isso não era uma metáfora.
Era literal. A segunda consequência é que se Deus está em Cristo segundo a carne em todas as coisas,
toda natureza também se faz corpo de Cristo. Isto tem implicações para a questão ambiental que não
são apenas morais e éticas, mas profundamente vinculadas à questão da revelação, e, sobretudo, da
revelatio sub contrariis, a revelação no seu oposto. E a terceira implicação disso é que para Lutero, como
ele desenvolve em “Dos Concílios e da Igreja” (1539), a realidade de Deus em Cristo é híbrida. Não há
uma essência ou uma identidade que possa ser isolada, muito menos manipulada. O híbrido é o que
transita entre identidades. Não é uma nem outra e ao mesmo tempo as duas, ou mais de duas. A
literatura pós-colonial define a hibridez como caraterística mais relevante dos povos subalternos. Então
esse é o Cristo: Deus, um criminoso condenado e executado em uma cruz. ... E transita entre céu e
inferno enquanto faz sua moradia entre os mortais.
Quanto a detalhes específicos de planejamento, isto há de ser feito in loco.
Conclusão
Não me iludo. Quando cruzarmos o quinto centenário da Reforma, talvez a maioria dos Luteranos já se
encontre no sul do planeta. Mas a hegemonia teológica tem uma inércia que levará muito mais tempo
para que o sul tenha sua leitura de Lutero respeitada e validada. Esta leitura não será nem em conteúdo,
nem em método o que hoje se faz no mundo norte-atlântico. Será algo híbrido transitando entre o rico
resultado da pesquisa em Lutero que se faz na Europa e nos EUA e sua transfiguração a novos contextos
sem medo de ousar vestir o manto de Lutero, mas na nossa própria pele. Um filósofo alemão do início
do século XIX que se declarava Luterano de boa cepa, com o nome de Georg Wilhelm Friedrich Hegel,
em um de seus axiomas disse: “Quando o absoluto cai na água, vira peixe.” (Wenn das Absolute
ausgleitet und aus dem Bodem, wo es herumspaziert, ins Wasser fällt, so wird es ein Fish, ein
Organisches, Lebendiges. HW 2: 543) Parafraseando: quando Lutero cai no Brasil, vira brasileiro. E assim
se dirá para toda América Latina, África e Ásia.

IGREJA UNIVERSAL PERDE QUASE 230 MIL FIES EM 10 ANOS


Igreja Universal perde quase 230 mil fiéis em dez anos

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O mundo evangélico pentecostal sofreu mudanças significativas na última década. 
"Duas novas igrejas são a maior ameaça à Universal: a Mundial do Poder de Deus e a Graça de Deus".
O mundo evangélico pentecostal sofreu mudanças significativas na última década. Fenômeno dos anos 90, a Igreja Universal do Reino de Deus perdeu quase 230 mil fiéis em dez anos, passando de 2,101 milhões para 1,873 milhão. Uma queda de mais de 10%.
No universo chamado neopentecostal (que exclui a Assembleia de Deus, mais tradicional), duas novas igrejas são a maior ameaça à Universal. Segundo técnicos do IBGE, os microdados mostram que a Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro Santiago, já arrebanhou 315 mil fiéis. A outra grande dissidência é a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R.Soares. Ainda não há dados disponíveis sobre o número de fiéis da Igreja Internacional.
Somadas ao fenômeno do crescimento dos evangélicos sem vínculo com igrejas, as novas denominações fizeram diminuir também o número de fiéis de outras igrejas, como a Nova Vida e a Congregação Cristã do Brasil.
Fundada em Sorocaba há 14 anos, a Igreja Mundial do Poder de Deus também já está em 18 países e vem chamando a atenção pela sua forte expansão tanto no Brasil como no exterior.
De acordo com o pesquisador Claudio Dutra Crespo, da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, a Igreja Mundial do Poder de Deus nem sequer constava no recenseamento anterior.
"Ela apareceu (no Censo 2010) com 315 mil pessoas e em 2000 nem aparecia. Foi a única denominação nova que se ressaltou no número de declarantes", afirma.
A igreja foi fundada pelo pastor Valdemiro Santiago, ex-membro da Igreja Universal do Reino De Deus, do pastor Edir Macedo, de quem se tornou o principal rival na disputa por fieis.

O Uruguai é o mais novo destino da IMPD.
Modesta e iluminadíssima, a primeira sucursal da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD) na capital uruguaia contrasta com a avenida comercial onde está instalada, semivazia e em penumbras, na fria noite do inverno montevideano.
Aberta há dois meses na cidade, e em funcionamento das 8h às 21h, o lugar é a sede da IMPD no país vizinho e o quinto endereço inaugurado em sete meses, dentro do projeto de instalar "pelo menos uma igreja em cada um dos 19 Departamentos (Estados) do Uruguai", diz à BBC Brasil o pastor Mário Nicolau, 39.
Até agora, a IMPD se encontra principalmente em cidades fronteiriças com o Brasil, como Rivera e Rio Branco.
Desde dezembro no Uruguai, Nicolau - evangélico há 21 anos - veio com a mulher e o filho de 11 meses, depois de deixar sua Fortaleza natal, um passado de experiências fortes vinculadas a vícios e depressões, e a Universal (por discordar "da administração e dos líderes" da igreja), com a missão de implantar a IMPD em solo uruguaio. Até agora, contabiliza 600 fiéis em todo o país.
Os participantes dos cultos, em sua grande maioria, são uruguaios, conta Juan Ángel Muslera, pastor auxiliar de 33 anos que - além de primo do goleiro Fernando Muslera, da seleção uruguaia - é violonista clássico e traz no pescoço tatuagens "de outras épocas", que não se orgulha em mostrar, mas que não o impediram de ascender na hierarquia religiosa.
"Muitos dos que chegam aqui vêm de outras igrejas evangélicas, cansados de ser enganados, de encontrar sempre as mesmas coisas", diz Nicolau, que também contraria o look costumeiro dos pastores com seus cabelos espetados e sem os tradicionais terno e gravata.
"Temos outra forma de passar o evangelho. Aqui, não fazemos diferença, deixamos as pessoas à vontade. Mostramos que elas é que precisam mudar, principalmente e primeiro por dentro, para que as coisas aconteçam na sua vida. Não gritamos nem tentamos convencer ninguém, até porque a Bíblia diz que Deus não escuta gritos vazios", afirma, ao apontar o que acredita ser a diferença entre a IMPD - "um livro aberto" - e outras evangélicas mais conhecidas no país, como a Universal e a Deus É Amor.
A pouca divulgação da IMPD no Uruguai e a idiossincrasia dos uruguaios, geralmente avessos a professar qualquer tipo de crença religiosa, são alguns dos desafios que pretendem enfrentar, contam.
Católicos e pessoas sem crença religiosa conformam a maior parte da população local. Segundo estudo da Universidad de la República realizado em 2008, 51,9% dos uruguaios se dizem católicos, e 29,4% afirmam não acreditar em Deus ou se definem como agnósticos.
Os adeptos das religiões protestantes representam 13% dos habitantes. Outras vertentes cristãs reúnem 3,7%, o judaísmo congrega 0,2%, as religiões de origem africana, 0,8%, e os que afirmam crer em algo, mas sem preferir nenhuma religião, são 1,1%.
No Brasil, o Censo 2010 mostrou que o número de evangélicos continua avançando, enquanto o de católicos perde peso. O país tem hoje 22,2% da população que se declara evangélica, um ganho de 7 pontos percentuais em relação a 2000. Já o número de católicos caiu 9 pontos percentuais, passando de 73,6% para 64,6% em 2010.

EVANGÉLICOS INDEPENDENTES CRESCEM MAIS DE CINCO VEZES EM UMA DÉCADA DECADA MAIS DE CINCO VEZES


Evangélicos 'independentes' crescem mais de cinco vezes em uma década

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"Evangélicos 'independentes' incluem os que circulam entre várias denominações".
A queda dos católicos está diretamente ligada ao aumento de 44% da proporção de evangélicos. Eram 15,4% da população brasileira em 2000 e passaram para 22,2% em 2010. Na década anterior, entre 1991 e 2000, o crescimento dos evangélicos foi muito maior, de 70%.
Embora os dados mostrem o aumento da população evangélica, os três grandes segmentos da religião tiveram comportamento completamente diferentes. 
Os evangélicos tradicionais, ou de missão, ficaram estagnados em proporção. Tiveram um pequeno aumento em números absolutos, passando de 6,9 milhões para 7,6 milhões, mas proporcionalmente houve ligeiro recuo. Os evangélicos tradicionais eram 4,1% da população em 2000 e em 2010 passaram a 4%. Esses evangélicos são das igrejas históricas como Adventista, Luterana, Batista e Presbiteriana. 
Comportamento oposto tiveram os evangélicos desvinculados de igrejas. Segundo técnicos do IBGE, nesta categoria se enquadram tanto os que circulam entre várias denominações quanto os que se consideram evangélicos mas não frequentam igrejas. Esse grupo cresceu mais de cinco vezes em uma década: os evangélicos "independentes" eram menos de 1,7 milhão em 2000 e passaram para 9,2 milhões em 2010. Em proporção, pularam de apenas 1% para população brasileira para 4,8%. 
Já os evangélicos pentecostais - da Assembleia de Deus e de igrejas como Universal do Reino de Deus, Maranata, Nova Vida, Evangelho Quadrangular, entre outras - continuaram a crescer, mas o ritmo diminuiu na última década. Em números absolutos, os evangélicos pentecostais mais de dobraram na década de 1990 (aumento de 119%). Entre 2000 e 2010, eles cresceram 44%. Pouco mais de 25 milhões de brasileiros são evangélicos pentecostais.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A SINDROME DO PAPAGAIO



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A Síndrome do Papagaio

 
Você já percebeu como as pessoas gostam de repetir o que os outros falam? Não vou lhe dizer que essa prática seja imprópria, mas é bom conferir tudo o que se ouve, para evitar situações constrangedoras... Na famosa igreja de Beréia, os cristãos recebiam de bom grado as pregações. Mas não as recebiam como verdades bíblicas sem antes conferir nas Escrituras (At 17:11).
 
Essa síndrome do papagaio se verifica nos diversos versículos "novos" que alguns pregadores insistem em repetir. Ouviram alguém, um dia, pronunciar um desses versículos e começaram a citá-los como verdade, sem, antes, ter o cuidado de confirmar a sua autenticidade bíblica.
 
Há alguns anos, tive o cuidado de reunir, com a ajuda de meus alunos do seminário teológico, várias "pérolas" que muitos repetem pensando ser versículos bíblicos... Você está curioso para conhecê-las? Quer saber se tem empregado alguma?
 
"A voz do povo é a voz de Deus"Ouvi um pregador citando essa frase antibíblica e extrabíblica, oriunda do latim vox populi, vox Dei, como se fosse bíblica! Quando Jesus andou na terra, a opinião do povo a seu respeito era variada. Uns o consideravam pecador (Jo 9:16) ou endemoninhado (Mt 12:24), e outros criam que ele era um profeta (Mt 16:13,14). Enquanto isso, a voz de Deus ecoava: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mt 3:17). Como a voz do povo pode ser a voz de Deus?
 
"Água mole em pedra dura tanto bate até que fura"Esse provérbio popular alude à persistência. Trata-se de um bom pensamento, mas extrabíblico! Conquanto não apareça nas páginas sagradas, realça o princípio da perseverança na oração (Mt 7:7,8; Lc 18:1-8). Isso, porém, não nos autoriza a citar a frase como se fosse um versículo inspirado da Palavra de Deus.
 
"Até 1000 irá; de 2000 não passará"Essa frase já virou história... Muitos "profetas da última hora" a usaram para alertar acerca da iminente volta de Cristo, antes ou durante o ano 2000. Mas o que a Bíblia realmente diz acerca da vinda de Jesus? As palavras de Cristo quanto ao Arrebatamento da Igreja são mais do que claras: "... daquele dia e hora ninguém sabe..." (Mt 24:36). Leia também Atos 1:7, I Tessalonissenses 5:1 e II Pedro 3:8.
 
"Da semente da mulher levantarei um que esmagará a cabeça da serpente"É comum ouvir pregadores citando essa frase como sendo a primeira promessa com relação à obra redentora de Jesus. Mas essa promessa não aparece nas Escrituras. Em Gênesis 3:15, Deus disse para Satanás, personificado em uma serpente: "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar".
É importante observar que o texto bíblico não usa o verbo "esmagar" e sim "ferir". De acordo com a Palavra de Deus, o inimigo ainda não foi esmagado, isto é, derrotado por completo. Ele já está julgado (Jo 16:11), e, na cruz, Jesus o feriu (Cl 2:14,15). Entretanto, "... o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo de vossos pés" (Rm 16:20).
 
"Deus cegou os entendimentos dos incrédulos"É sério! Ouvi um pregador dizendo isso... Mas não foi Deus quem cegou o entendimento dos incrédulos! A Bíblia diz: "... o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" (II Co 4:4). Esse "deus" é o diabo, e não o Deus verdadeiro que ilumina os que estão em trevas (Jo 8:12; I Jo 1:7).
 
"Diga-me com quem tu andas, e eu te direi quem és"Clássica, não? Quantos pregadores não usam esse versículo... Alguém já chegou a dizer acerca dele: "Não está na Bíblia? Então devia estar!" Bem, a Bíblia apresenta versículos parecidos, que podem ser usados em lugar da frase em questão: "O homem violento persuade o seu companheiro, e guia-o por caminho não bom" (Pv 16:29); "Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus. Evita-o, não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo" (Pv 4:13,14).
 
"É dando que se recebe"
Essa conhecida frase é extrabíblica, mas não chega a ser antibíblica. Ela confirma as palavras de Jesus em Lucas 6:38. Não deve, porém, ser usada como um versículo bíblico inspirado. O pregador só deve usar a frase "A Bíblia diz" quando for citar uma passagem sagrada. Caso contrário, deve deixar claro aos ouvintes que se trata apenas de uma boa frase.
 
"Esforça-te, e eu te ajudarei"A expressão "Esforça-te" aparece 12 vezes na Bíblia, mas nunca acompanhada da frase "Eu te ajudarei". Observe: "Esforça-te, e tem bom ânimo" (Js 1:6,7,9,18; I Cr 22:13; 28:20); "Esforça-te, e esforcemo-nos" (I Cr 19:13); "Esforça-te, e faze a obra" (I Cr 28:10); "Esforça-te, e clama" (Gl 4:27). No plural, ela aparece oito vezes, sem o complemento citado (Nm 13:20; Js 10:25; 23:6; I Sm 4:9; 13:28; II Cr 15:7; Sl 31:24; Ag 2:4). Apesar disso, não há dúvida de que o Senhor ajuda os que se esforçam.
 
"Eu venci o mundo, e vós vencereis"É claro que através da vitória de Cristo todos os seus seguidores autênticos, nascidos de Deus (1 Jo 5:4), se tornam mais do que vencedores (Rm 8:37). Não obstante, as palavras de Jesus ditas em João 16:33 foram apenas: "Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". O complemento "e vós vencereis" é um acréscimo às palavras do Mestre, prática que ele mesmo proibiu (Ap 22:18).
 
"Fazei o bem sem olhar a quem"
Essa frase é uma distorção de Gálatas 6:10: "Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé". O cristão deve fazer o bem, pois ele tem a bondade, um dos elementos do fruto do Espírito (Gl 5:22). Mas fazer o bem "de olhos fechados" pode ser perigoso.
Existem muitos vigaristas dizendo-se missionários ou pastores. Eles sempre contam casos tristes para aplicar os seus golpes, e os irmãos bondosos, por não olharem a quem estão ajudando, acabam sendo lesados. Cabe-nos ajudar as pessoas comprovadamente necessitadas: "Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra" (Dt 15:11).
 
"Jesus é o Médico dos médicos"
Certos pregadores afirmam: "A Bíblia diz que Jesus é o Médico dos médicos". Nas Escrituras, não existe esta menção. Jesus é chamado de Senhor dos senhores e Rei dos reis (Ap 17:14). Em nenhum lugar ele é chamado de Médico dos médicos. A expressão hebraica que demonstra o seu poder de curar os enfermos é "Yahweh-Roph´eka", que significa "O Senhor que te sara", também traduzida como: "O Senhor, teu Médico" (Êx 15:26).
 
"Mente vazia é oficina do diabo"De fato, a pessoa que não ocupa a sua mente com as "coisas que são de cima" (Cl 3:1,2) acaba ficando vulnerável aos ataques do adversário. Como ser espiritual, ele tem influência sobre a mente dos incrédulos (2 Co 4:4; Ef 6:17). Segue-se que a frase é apenas apropriada para ilustrar o papel do diabo como tentador, não devendo ser usada com um versículo sagrado.
 
"Não cai uma folha de uma árvore sem a vontade de Deus"A Bíblia mostra claramente que Deus é o Controlador da natureza. Em Isaías 40:12-31, vemos como ele tem o Universo em sua mão e faz o que lhe apraz. Apesar disso, a frase em questão não é um versículo bíblico!
 
"O amor encobre uma multidão de pecados"Essa frase possui um acréscimo sutil, capaz de torcer a mensagem bíblica. Encobrir significa esconder, ocultar. E, de acordo com a Bíblia, "O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará" (Pv 28:13). É preciso atentar para o que realmente as Escrituras dizem: "... a caridade cobrirá uma multidão de pecados" (I Pe 4:8).
Dentro do contexto bíblico, cobrir significa perdoar. E a diferença entre cobrir e encobrir pecados é vista principalmente no Salmo 32: "Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto" (v. 1); "Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri" (v. 5).
 
"O cair é do homem, mas o levantar é de Deus"É comum o uso dessa frase para animar irmãos que fracassam na fé. Quem a usa, tenta demonstrar que a pessoa caída não precisa se preocupar. Deus a levantará em tempo oportuno. Entretanto, se o homem não tomar uma posição, levantando-se, tal como o filho pródigo, Deus não o socorrerá (Lc 15:17-24).
O texto de Tiago 4:8 mostra que o primeiro passo deve ser dado pelo homem. A Bíblia não diz: "Quando Deus se chegar a ti, chega-te para ele". O homem precisa querer, desejar se chegar a Deus. Em toda a Escritura, observa-se que Deus convida o homem a se levantar, pois o cair é do homem, e o levantar também é do homem (Pv 24:16; Ef 5:14)!
 
"O dinheiro é a raiz de todos os males"
Às vezes, por não lerem a Bíblia com atenção, alguns pregadores caem no erro de omitir parte dos versículos bíblicos, gerando confusão. O dinheiro é importante e precisamos dele para a nossa manutenção. O errado é pôr o coração nele (Mt 6:19-21). É por esse motivo que Paulo não condenou o dinheiro, mas sim a ganância e a avareza: "Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (I Tm 6:10).
 
"O pouco com Deus é muito"Há pregadores citando essa frase como se fosse bíblica. É verdade que a matemática de Deus é diferente, pois quanto mais se tira tanto mais é acrescentado (Pv 11:24). Todavia, conquanto a frase em questão seja correta, ela não está registrada no Livro Sagrado.
 
"Os viciados não herdarão o reino de Deus"A palavra "viciado" se aplica à pessoa que possui qualquer tipo de vício (do latim vitiu, tendência habitual para o mal). Mas a Bíblia não condena de forma explícita os viciados, como ocorre neste pseudo-versículo bíblico. Alguém poderá perguntar: "Se a Bíblia não condena especificamente o cigarro ou algum tipo de droga, eu tenho permissão para usá-los?"
Quando o cânon do Novo Testamento foi encerrado, ainda não havia o cigarro nem as drogas conhecidas hoje, não havendo razão para os escritores neotestamentários condená-los de modo específico. Contudo, está claro nas páginas sagradas que os que destroem o corpo, independentemente da maneira como o fazem, não herdarão o reino de Deus (I Co 6:10-20; Gl 5:19-21). Ademais, Zofar alertou: "Porque ele [Deus] conhece os homens vãos, e vê o vício; e não o terá em consideração?", Jó 11:11.
 
"Quem com ferro fere, com ferro será ferido"Essa frase, empregada para enfatizar a justiça de Deus, não está registrada na Bíblia Sagrada. É uma deturpação das palavras de Jesus ditas a Pedro, em Mateus 26:52: "Mete no seu lugar a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão".
 
"Quem dá aos pobres, empresta a Deus"
Usada principalmente pelos católicos romanos, essa frase já está nos lábios de alguns cristãos. Todavia, o versículo bíblico que mais se aproxima de tal afirmação é Provérbios 19:17: "Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício". Alguém dirá: "Mas não é a mesma coisa?" Não! Pois o versículo bíblico possui o selo da inspiração!
 
"Quem não vem pelo amor, vem pela dor"É verdade que muitas pessoas, depois de passarem por uma dolorosa experiência, entendem a vontade de Deus (Dn 4:30-37; At 9). Entretanto, isso não é uma regra. Existem pessoas que nem mesmo pela dor se arrependem. Por isso, a Palavra de Deus alerta: "O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura" (Pv 29:1).
 
"Vem a mim como estás"Jesus recebe o pecador arrependido na condição em que está. Todavia, a frase em questão não está registrada nos Evangelhos, apesar de ser usada com freqüência por muitos pregadores. Em seu lugar, pode-se usar um versículo bíblico autêntico, como Mateus 11:28: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei".
Portanto, não seja como o papagaio, que repete, repete, repete... Seja como os bereanos, que examinavam nas Escrituras tudo o que ouviam. Afinal, a própria Bíblia Sagrada diz: "Examinai tudo. Retende o bem" (I Ts 5:21).

A LAGARTA,O GAFANHOTO,A LOCUSTA E O PULGÃO



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A Lagarta, o Gafanhoto, a Locusta e o Pulgão


Joel 1.1-4
01. PALAVRA do SENHOR, que foi dirigida a Joel, filho de Petuel. 02. Ouvi isto, vós anciãos, e escutai, todos os moradores da terra: Porventura isto aconteceu em vossos dias, ou nos dias de vossos pais? 03. Fazei sobre isto uma narração a vossos filhos, e vossos filhos a seus filhos, e os filhos destes à outra geração. 04. O que ficou da lagarta, o gafanhoto o comeu, e o que ficou do gafanhoto, a locusta o comeu, e o que ficou da locusta, o pulgão o comeu.

INTRODUÇÃO

Esta mensagem irá abalar seu coração, pois seu transmissor foi um profeta de nome Joel. Fortes palavras irão inundar sua vida, pois a boa e agradável palavra de Deus tem que causar um efeito em nossas vidas. Não podemos ouvir, ou ler uma mensagem vinda da parte de Deus e ficarmos da mesma maneira que estávamos. Precisamos nos deixar sermos impactados com o poder desta palavra milagrosa.

A mensagem que irei compartilhar com os amados amigos e irmãos é algo que falou forte em minha vida e com toda certeza da origem dessa palavra, também foi levada às ovelhas da igreja que pela misericórdia de Deus, eu pastoreio.

É uma mensagem que começará com uma palavra que trará um impacto forte, mas como nosso Deus é um verdadeiro Pai amoroso, Ele nos ensinará a saída para ficarmos livres de males que poderão dizimar nossas vidas, famílias, igrejas, e muito mais. Por isso abra seu coração e receba da parte de Deus uma palavra que irá mudar toda a sua vida, em nome de Jesus.

Como sempre faço e gosto muito disso, de trazer um pouco de conhecimento para muitos que se alimentam dessa palavra veremos quem foi este profeta, chamado Joel. A bíblia nos ensina que devemos ver qual é a fonte da qual estamos bebendo. 

QUEM ERA O PROFETA JOEL?

O nome Joel significa literalmente, “Jeová é Deus”, Este é um nome muito comum na terra de Israel. Ele é especificado como sendo filho de Petuel, que significa “Visão de Deus”. Muito pouco se sabe sobre a vida do profeta Joel, mas é muito provável que tenha vivido em Judá e seu ministério de profecia ocorrido em Jerusalém.

Muitos estudiosos sustentam a opinião que o profeta Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do reinado do rei Joás (835-796 a.C), Quando Joioada era conselheiro do rei, e assim colocando o ministério de Joel por volta de 835-805 a.C.

O profeta Joel profetizou em uma época de grande devastação da terra de Judá, pois uma enorme praga de uma espécie de gafanhoto havia devastado toda vegetação, destruindo as pastagens, deixando todos os rebanhos morrendo de fome. Tal praga tirou até as cascas das árvores de figo (vr. 7). Em apenas algumas poucas horas tudo o que era verdejante, havia se tornado em destruição e desolação. Tanto o povo como os animais estavam morrendo, pois a destruição trazida pelos insetos foi tão desastrosa que o profeta Joel viu apenas uma explicação, “Era o julgamento de Deus”.

Israel havia se afastado da presença de Deus, e agora o próprio Deus precisava chamá-los ao arrependimento e a restauração. Pois pela boca do profeta Moisés, o próprio Senhor já havia dito: “Todo o teu arvoredo e o fruto de tua terra consumirá a lagarta (Dt-28:38-46)”.

Então Joel chama toda Judá a chorar por causa do julgamento desencadeado. Hoje precisamos retornar a Deus todos os dias, pois se assim não fizermos, estaremos sujeitos ao ataques dos inimigos de nossas vidas: A LAGARTA, O GAFANHOTO, A LOCUSTA E O PULGÃO.

QUEM SÃO ESTES DEMÔNIOS

Os demônios, ou anjos do inferno, que com certeza existem quer você acredite ou não, só agem em nossas vidas através de legalidades que nós mesmos damos através da falta de duas coisas que através da ignorância ou intencionalmente cometemos; A DESOBEDIÊNCIA E A INFIDELIDADE para com Deus. Assim vidas e famílias inteiras são dizimadas por demônios.

Veja uma pesquisa que fiz a respeito desses insetos:

“Algumas espécies de gafanhotos são solitárias e não gostam de ajuntamentos. Mas há também as espécies gregárias, que vivem em grandes bandos, as nuvens. Apresentam-se em amarelo, verde, vermelho, cinza ou marrom. A formação das nuvens é vista como um acontecimento imprevisível. Mas há quem ligue esse fato às variações do clima. Uma nuvem pode apresentar cerca de 15 mil gafanhotos por metro quadrado e conter 10 bilhões de insetos. Isso é suficiente para fechar o tempo e encobrir o Sol numa área de 1.800 km2. As nuvens duram entre quatro e cinco semanas e percorrem distâncias enormes. Uma nuvem chegou a voar dois mil quilômetros sobre o oceano, onde caiu e morreu. Para combater um exército desses, seriam necessários cerca de quatro milhões de litros de inseticida, ou seja, quatro piscinas olímpicas cheias. O estrago que os glutões voadores provocam não é pequeno. Um gafanhoto come, por dia, o equivalente ao seu peso; e uma nuvem com 10 bilhões de gulosos como esses consome 20 mil toneladas de grãos e vegetais por dia. Onde eles passam não sobra nada. O apetite é tão grande que os gafanhotos perdem o senso da própria sobrevivência. Eles não param de comer mesmo quando um predador aparece.”

Deus usa a figura de um inseto terrível para nos mostrar o que a desobediência e a infidelidade causam em nossas vidas. Alguns entendidos, e estudiosos acreditam que estas quatro espécies, são quatro estágios da vida desse tipo de gafanhoto.

1- A LAGARTA ou CORTADOR

Este seria o primeiro estágio larval da vida de insetos conhecidos também por serem da ordem dos lepidópteros. Elas têm aspectos de vermes e se alimentam vorazmente, atingindo até o tamanho de cerca de 10 cm. Na sua maioria, elas se alimentam de folhas.

À medida que cresce a lagarta muda de pele por varias vezes, depois de fixando em algum lugar, para então atingir um outro estágio de sua vida.

REVELAÇÃO:
Esta é a primeira causa da desobediência e da infidelidade. Não um, mas uma legião de demônios que atingem as folhas, ou seja, a beleza da vida de alguém, da família de alguém, comendo vorazmente aquilo que seria agradável aos nossos olhos, deixando muitas pessoas sem brilho, aonde vão ficando ou se tornando pessoas mirradas e cabisbaixas.

Pastores que perdem o prazer de pregar a palavra, levitas que já não se alegram em louvar a Deus com a Igreja, obreiros que já não vão mais a igreja nos dias de cultos, pais que não amam mais seus filhos e vice-versa. Igrejas inteiras que perdem a beleza da comunhão com o Espírito Santo, e acaba por se tornarem uma geladeira.

2- O GAFANHOTO OU MIGRADOR

Este o segundo estágio, que após se alimentado das folhas, mutam para outro estágio de sua vida, tornado-se agora um terrível gafanhoto.

Os gafanhotos são caracterizados por terem fêmur das pernas posteriores grandes e fortes, lhes permitindo se deslocarem em grandes saltos. Voam em nuvens com cerca de dez bilhões de insetos (10.000.000.000) devastando plantações inteiras. Os gafanhotos são polígafos, ou seja, se alimentam de vários tipos de plantas.

Como as lagartas comeram as folhas, agora vem na mesma planta, ou seja, a vida do desobediente e infiel, outro demônio, e sendo já as folhas retiradas pelas lagartas, agora estes insetos chegam para comerem a ponta dos galhos.

REVELAÇÃO:
Isso nos mostra que estes demônios comem o crescimento de uma vida, tirando toda possibilidade de crescimento, minando sonhos e tirando a esperança que outrora havia

Por isso vejo que ainda em nossos dias, muitos morrerem física e espiritualmente, por que pastores deveriam pregar uma palavra que sustentem suas ovelhas, mas ao invés disso ficam se envolvendo com politicagem, usando os altares para atirarem pedras em outros ministérios, buscando se enriquecerem. 

3- A LOCUSTA OU DEVORADOR

Chegamos ao terceiro estágio. Agora já se foram às folhas comidas pelas lagartas, e também não há mais a ponta dos galhos, onde estavam os brotos, assim se foi a beleza e o crescimento de uma vida. Agora vem a locusta, que devora os galhos inteiros, e com uma fome voraz.

Nesse estágio adulto da lagarta e com seus dentes (se assim podemos dizer) fortes e crescidos, eles comem todos os galhos da vida da pessoa desobediente e infiel ao Senhor. 

REVELAÇÃO:
Aqui vejo eu o ataque dos demônios levando esta vida à falência. Os demônios querem fazer com todos, como fez com Jó, levando nossas vidas a uma falência em todas as áreas que sustentam nosso psicológico, sentimental, profissional, familiar, financeiro.

Muitas famílias rompem casamentos d e anos, levando todos, filhos e pais a se jogarem nas drogas, na prostituição, no adultério, na lama do pecado, pois já não há mais beleza, já não há mais possibilidade de crescimento nem sonhos, por isso a bola da vez é a falência de toda uma vida.

Dizem que a maior igreja da terra é a igreja dos desviados, ou seja, aqueles que se afastaram da presença de Deus. Creio que isso possa ser verdade, pois em meu trabalho tenho visto muitos que outrora foram servos do Rei Altíssimo, agora jogado na lama de um presídio, drogas, bebidas. 

4- O PULGÃO OU DESTRUIDOR

Chegamos ao último estágio da vida desse inseto nocivo. Aqui no contexto de Joel chamado de pulgão. O que seria também o último estágio da vida do desobediente e infiel, que agora quase não se é mais nada.

Quando o pulgão chega à vida de uma pessoa, veja o que ela encontra.

REVELAÇÃO:

Vejo nesse estágio demoníaco do ataque do inimigo, o que na gíria popular diríamos: “O tiro da misericórdia”.

Agora já não há beleza, crescimento, tudo está falido, então chega a hora da morte. Sim uma morte física e espiritual, pois se o inimigo chegar a ter vitória nesse estágio tudo pode estar perdido para sempre.

Agora o que sobrou foram as cascas (vr 7), o pulgão começa a comê-la. Sim as cascas são a comida da vez. Era a possibilidade daquela vida se levantar, se reerguer, mas o pulgão quer matar a árvore.

Creio que todos já conhecemos alguém que depois de ter sido atacado pela lagarta, pelo gafanhoto, pela locusta, foi atacado pelo pulgão. É como se um cupim fosse colocado dentro de uma madeira, assim tirando toda e qualquer possibilidade de restauração de uma família, vida, igreja, ministério. Então vem a morte.

CONCLUSÃO

Eu não poderia encerrar esta mensagem sem lhe escrever o que vou escrever, por isso veja o poder da palavra revelada de Deus para as nossas vidas.

Eu quero ser um profeta para sua vida neste momento, meu caro amigo leitor. Joel significa “JEOVÁ É DEUS”, e sendo Ele Deus, como sei que é, Ele não deixará você sozinho neste momento. Talvez você esteja agora sendo atacado por estes insetos e sua vida é só choro e tristeza, mas este humilde profeta vai lhe dar ainda a última palavra, a palavra de Deus.

Talvez você não saiba, mas o gafanhoto não se reproduz no calor, e por isso me levanto para dizer para você que o fogo do Espírito Santo vai envolver sua vida.

Quando o profeta Joel está profetizando, ele chega ao que para nós é o capítulo dois, e no versículo dezoito o próprio Jeová começa a fazer promessas de fartura, para a vida daqueles que se voltarem para Ele, e se converterem e se tornarem fieis a sua palavra. Com esta promessa eu quero encerrar esta mensagem, com a promessa de Deus para a vida daqueles que após se alimentarem dessa mensagem, decidir se tornarem obedientes e fieis.

Joel 2.25-27
25. E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós. 26. E comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do SENHOR vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo nunca mais será envergonhado. 27. E vós sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o SENHOR vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado.

Esta é a promessa de Deus para nossas vidas receba, tome posse e viva esta palavra em sua vida. Ainda que tudo pareça perdido, em sua vida, família, ministério, igreja, empresa, seja o que for o Senhor Jeová não mudou, Ele ainda pode reverter esta situação, pois ele te ama. Seja obediente e fiel ao Senhor.

ÁGUIA OU URUBÚ O QUE VOCÊ E


Águia ou Urubú? O Que Tu És?


"Pelo que se alguém esta em Cristo, nova CRIATURA é; e as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."  II Co 5:17

Introdução

         Ao meditar neste versículo fico a pensar quanto de nós continuamos hipócritas, conosco mesmo, com os outros e acima de tudo com Deus. Pois a Bíblia nos fala: “venha como estás”, mas não fique como veio; pois o encontro com Jesus tem que mudar nossa vida por completo, nosso caráter, nosso estilo de vida. Pois Deus vê o interior, costumes e tradições não salvam ninguém. Jesus disse:“é o que sai da boca que contamina” (Mt - 15: 11e18)
         Foi meditando nisso que observei que hoje dentro das igrejas e nos púlpitos, existem mais urubus do que águias, voando em uma adoração mentirosa, falsa e errônea. A ignorância só perdura enquanto a sabedoria não chega. Não quero que muitos vivam na ignorância, pois quando preguei esta mensagem na igreja, ao final dela uma irmã me disse: “Pastor; se havia em mim alguma pena de urubu, hoje eu ouvi uma palavra que a tirou.”.
         Não se deixe ser reconhecido por ser um urubu, não é isso que a igreja do Senhor precisa, mas de verdadeiros adoradores, que sirvam a deus de coração puro e com um espírito reto.
         Essa mensagem mudou a minha vida, e desejo que mude a sua. Por isso abra seu coração e se alimente de uma mensagem que pode fazer a diferença em sua vida, mudando suas atitudes para com D’us.

Os Urubús


"Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os ABUTRES.”  Mateus 24:28

         Este versículo nos fala de uma ave de rapina que vulgarmente a conhecemos por urubu, não tem beleza nem formosura e quero que você veja algumas características do modo de vida desta ave, que hoje está dentro das igrejas e no alto de púlpitos e se alto denomina evangélicos. Verdadeiros urubus disfarçados de ovelhas. CUIDADO! VOCÊ PODE ESTAR PERTO DE UM URUBU.

  • Urubú Não Tem Visão

        O urubu, em seu vôo nada comum, ele pode até observar uma vaca gorda, um bezerro gordo, ou qualquer outro animal pastando livremente e saudavelmente, mas isso não lhe chama a atenção, mas se ele observar um animal morto, logo se alegra e faz um rasante em direção ao cadáver.
         Amados, quantos estão desta forma, dentro das igrejas não observam o verdadeiro louvor, a verdadeira adoração, a boa mensagem, e fica procurando a fofocas, a intriga, a desgraça alheia, destilando o mal, querem ver os irmãos que estão passando por problemas para divulgarem a fofoca.
         Verdadeiros urubus, em meio ao povo que vai morar no céu. Ficam de olhos abertos somente para ver a queda do irmãozinho, são incapazes de estender a mão para a irmãzinha que caiu, se esquecem que o cair é do homem, mas o levantar é de Deus.
         E o que dizer da nova geração de pastores que só pensam em dinheiro e usam os púlpitos para arrecadarem dinheiro, achando que crescimento se mede com arrecadação. E ainda existem aqueles que estipulam um valor para participarem de congressos, dizendo que é oferta, mas na verdade estão pondo preço na mensagem que ganharam de graça.
         Assim como Caim matou Abel (Gn 4:16) porque ele era um urubu invejoso, assim como os espias que foram a Canaã (Nm 13:25) homens com visão de urubu, estão enchendo as igrejas.

  • Urubú é Podre Por Dentro

        Talvez você não saiba, mas o urubu para defender seu ninho, quando algum outro animal ou pessoa se aproxima, ele provoca um alto vômito com um odor horrível, pior do que a própria carniça de que ele se alimenta, nem outro urubu se atreve a aproximar-se.
        Fala a verdade, você não conhece nenhum? Pessoas que destilam o mal, de suas bocas só saem vômitos, quando abrem à boca ninguém fica perto, vivem disseminando a fofoca, e dizem “Não conta pra ninguém, eu só falei para você hein!”.
         Quantos urubus usam os púlpitos e falam mentiras, pregam teorias da prosperidade, da vida fácil, de um evangelho barato, estão preocupados em fazer fogueira pra tirarem dinheiro dos fieis, seção de descarrego, andar em sal grosso, coisas que se faz em centros de macumba. Metem o pau na igreja católica apostólica romana, mas na verdade estão infiltrando uma idolatria pior dentro das igrejas, urubus podres por dentro, defendendo sua podridão, e destilando o mal. É como dizem por aí: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.

  • Urubú Só Anda Com Urubú

        Eu nunca vi um urubu com outra ave, e creio que você também não. O urubu embora só conviva no meio de banco da mesma espécie, sempre estão brigando, nunca se entendem, sempre se agridem, por causa da carniça.
         È uma grande verdade, dentro das igrejas os urubus estão sempre juntos, mas na primeira oportunidade brigam entre si, e falam mal deles próprio. Fazem rodinha daqui, rodinha dali, e tome carniça. Inventam histórias macabras sobre seus pastores, e basta uma irmãzinha engordar um pouquinho que já falam que ela está grávida, e se um irmãozinho emagrece, então está com AIDS. Mas estão sempre na rodinha. Eu vou fazer uma oração para que o Senhor levante um anjo que destrua os urubus.
         A bíblia nos mostra um monte de urubus, que só serviram para suas próprias destruições. Por isso eu creio que com estes não será diferente.
         Você de lembra do ataque a fazenda de Jó, quando os Caldeus de dividem em três bandos (Jó.01:17), e o que dizer de Sodoma e Gomorra, dois bandos de imorais imundos destruídos juntos (Gn.19:13).
         Urubu só anda com urubu, comece a observar isso e tenha cuidado com quem você está andando, pois ele pode vomitar em sua cabeça.

  • Urubú Só Voa em Circulos

        É isso mesmo, você já observou os urubus quando estão voando? Eles ficam voando em círculos, e em círculos vão se movendo no céu e indo a outros lugares de acordo com a corrente de vento. Sabe por quê? Eles ficam esperando que as correntes de ar possam trazer o odor de uma carniça. E pasme você, eles podem sentir uma carniça a 50 quilômetros de distância.
         Que interessante essa atitude dos urubus, e enquanto vou escrevendo vou visualizando alguns.
         Estes são os crentes que não saem do lugar, não crescem, não multiplicam, não frutificam, também ficam em círculo esperando que o cheiro das desgraças alheias chegue para correrem para o local da carniça, nunca pensam em crescer na vida espiritual, mas querem que os outros caiam. não olham para frente, não têm objetivos, não têm visão, rodam e rodam atrás do mau cheiro que acabam ficando tonteados.
         Fico a pensar como conseguem ficarem tanto tempo a espera de uma carniça, que prazer mais sórdido. Membros de igrejas que estão ali só na espreita de uma carniça sentem prazer ao rodearem e localizarem, ainda que a distância, uma nova carniça, ou porque não dizer uma “carniça fresca”.
         E na pensam você que não existem pastores com as mesmas características. Pastores que se juntam para derrubarem outros pastores.

A Águia


"Mas os que esperam no Senhor renovarão suas forças. Subirão com asas de ÁGUIA; correrão e não se fadigarão."  Is 40:31

         Particularmente eu sou um homem apaixonado por esta ave, que reúne características incomparáveis e individuais, as quais todo o cristão deveria conhecer, por isso vamos aprender com por que do profeta Isaías dizer que como a águia, nós vamos renovar nossas forças.

  • Águia Dorme Enquanto Voa

        A águia alça vôos altos e com seus mais de 3 metros de envergadura das asas, as abre e enquanto voa dorme em segurança.
         Este é o crente que Deus deseja ver, com vôos altos, pensamentos e estratégias que alcancem o coração de Deus, pois Deus nunca pensa pequeno. Homens e mulheres que descansem nos ventos do Espírito, não se preocupando com os problemas alheios, voando em direção aos dons espirituais, em busca das bênçãos pessoais e coletivas.
         Busque voar alto meu amado irmão, vá longe, e se no meio do caminho se sentir cansado, saiba que o vento do Espírito Santo te cerca e que então você pode dormir no meio de um vôo. Deus estará sempre contigo, crente águia. Somente não pare agora.

  • Águia Voa Contra a Tempestado

        A águia quando vê se aproximar uma tempestade, ela se apressa em voar de encontro com a mesma, sem medo, sem receios.
         Ela sabe que se ficar parada pode correr perigo, mas se voar em direção da tempestade, ela vai passar mais rápido por essa tempestade, mesmo que suas nuvens sejam densas, pois a águia não quer que a tempestade ganhe força, então ela atinge uma velocidade de até 50 Km/h, e atravessa o mal.
         Como é lindo ver um crente que não teme a tempestade, pode ser qual for à luta ele nunca desiste, encara os problemas, segue em frente, olham nos olhos do inimigo e enquanto o inimigo diz que vai para cima de você para te matar, você diz para ele: “Você vem com espada e escudo, mas eu vou par ti em nome do Senhor dos Exércitos”. Não tema a tempestade que se aproxima, você é crente águia. Agora veja isso: Deus diz a Josué somente no capítulo 1, quatro vezes”Sê forte e corajoso”. A Gideão o anjo de Deus o observa e depois diz “Vai nessa tua força”. (Jz.06:14).
         Deus manda te dizer nesse momento me querido leitor:
 
“Tão somente sê forte e corajoso, e vai nessa tua força servo (a) valoroso, Eu estou contigo, e jamais te abandonarei”.  Juízes 6.14

  • Águia Faz Seu Ninho em Montes Altos

        Que ave fantástica; que sabedoria! Ela não provoca vômitos, pois não é podre por dentro, mas sabe o que faz. Ela constrói seu ninho onde o homem, que é o pior dos predadores, consiga chegar, ou seja, um lugar seguro.
         Isso mostra sabedoria, em construir sonhos onde ninguém pode chegar para destruí-los, ou mesmo que estes urubus possam querer vomitar em seus sonhos. O ninho é lugar onde se deixam os ovos, onde se dorme, onde está a família. Um lugar protegido, um lugar aonde o predador não chega. É por isso que vejo pessoas destruídas por completo, pois deixaram à igreja e foram atrás das coisas do mundo e tão logo saíram, encontraram com o predador de almas, o diabo, e este inimigo voraz e cruel ainda está estraçalhando vidas.
         O crente deve construir seus ninhos nos montes santos do Senhor, pois há sabedoria naquele que habita no esconderijo do altíssimo. Talvez por isso o salmista nos pergunte: Quem subirá no santo monte do Senhor?
         Será que temos depositado nossos sonhos em lugar seguro? Quero crer que sim! Pois agora eu estou falando para crente águia.

  • Águia Tem Visão de Longo Alcance

        A águia possui uma visão que lhe propicia enxergar um rato a aproximadamente 02 km de distância. Que visão fantástica.
         Amados, crente águia olha para frente e não para baixo como urubu. Outro animal que um crente nunca pode se parece é o porco, que dentre outras características, não tem articulação no pescoço, e assim nunca olha para cima.
         Nossa visão é além do alcance do entendimento de muitas pessoas. É por isso que o crente urubu não consegue entender por que falamos em línguas e ele não, porque choramos na unção e ele não, sorrimos no Espírito e eles não. Crente sem visão é urubu.
         Levante a cabeça e continue olhando longe, seus sonhos estão no horizonte, vá em busca deles, o Senhor te fortalece.
         O apóstolo Paulo em Filipenses 3:14 relata que prossegue para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.
         Olhe para o alvo que é Cristo Jesus, e prossiga em frente é isto que o Senhor espera de você, um crente águia, com as características de águia, vivendo como águia.

  • Águia. O Mais Interessante Vem Agora!

Leia com muita atenção!

        “A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver cerca de 70 anos. Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas, das quais se alimenta. O bico, alongado e pontiagudo, se curva. Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, e, voar, aos 40 anos, já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas: deixar-se morrer... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar cerca de 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá se recolher, em um ninho que esteja próximo a um paredão. Um lugar de onde, para retornar, ela necessite dar um vôo firme e pleno. Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, forçando o nascimento de um novo, e enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Espera nascer um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas. Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses, "renascida", sai para o famoso vôo de renovação, para viver, então, por mais 30 anos.
         Muitas vezes, em nossas vidas, temos que nos resguardar, por algum tempo, e começar um processo de renovação. Devemos nos desprender das (más) lembranças, (maus) costumes, e, outras situações que nos causam dissabores, para que continuemos a voar um vôo de vitória. Somente quando livres do peso do passado (pesado), poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Destrua, pois, o bico do ressentimento, arranque as unhas do medo, retire as penas da ira, e alce um lindo vôo para uma nova vida. Um vôo feliz”.
 

Autor: Compilado - Diversos Autores