Inácio lopes da silva, casado com, Maria Betânia lopes da silva, pai de dois lindos filhos, Keilla

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simplesmente um servo a serviço do Senhor na assembléia de Deus em Paulo Afonso-Ba, pregador do evangelho, ministrando em congressos, seminários.

SERVO!

EU quero ser um servo ,só para te o prazer de te servi com alegria,pode fica aos teus pés ouvindo sua maravilhosas palavras de vida,poder derramar o meu melhor sobre ti,divulgar para o meu próximo, como e maravilhoso te servir,poder te acompanhar pelo deserto, ver com os meus olhos os milagres que operas na vidas dos necessitados , ver os mortos espirituais reviver,poder ver a tua igreja a noiva do cordeiro,pronta para o arrebatamento,que eu na qualidade de servo, posar me juntar a tantos outros servos, para profetizamos a estar nação,que este desejo comece agora enquanto você ler esta mensagem.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A COR DA SAUDADE

A Cor da Saudade

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões: não vivia em gaiolas, vivia solto e vinha quando queria, quando sentia saudades...

Sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado.
Certa vez, voltou com penas imaculadamente brancas e contou histórias de montanhas cobertas de neve.
Outra vez, suas penas estavam vermelhas e contou histórias de desertos incendiados pelo sol.
Era grande a felicidade quando eles estavam juntos.

Mas, sempre chegava a hora do pássaro partir...
A menina chorava e implorava:
- Por favor, não vá. Terei saudades, vou chorar.
- Eu também terei saudades - dizia o pássaro - mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da saudade. É ela que faz com que minhas penas fiquem bonitas... senão você deixará de me amar.

E partiu.
A menina, sozinha, chorava.
Uma certa noite ela teve uma ideia: e se o pássaro não partir? Seremos felizes para sempre! Para ele ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.
E assim o fez.

A menina comprou uma gaiola de prata, a mais linda que encontrou.
Quando o pássaro voltou, eles se abraçaram, ele contou histórias e adormeceu.
A menina aproveitou o seu sono e o engaiolou.

Quando o pássaro acordou deu um grito de dor.
- Ah ! O que você fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias. Sem a saudade, o amor irá embora...
A menina não acreditou... achou que ele se acostumaria.

Mas, não foi isso o que aconteceu. Caíram as plumas e as penas transformaram-se em um cinzento triste.
Não era mais aquele o pássaro que ela tanto amava...
Até que ela não aguentou mais e abriu a porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro - disse - volte quando você quiser...
- Obrigado - disse o pássaro - irei e voltarei quando ficar encantado de novo. Você sabe, ficarei encantado de novo quando a saudade voltar dentro de mim e dentro de você.

Quantas vezes aprisionamos a quem amamos, pensando que estamos fazendo o melhor?
Pense... deixar livre é uma forma singela de ter...

Direcione o seu amor não para a prisão e sim para a conquista, sempre.

10 coisas que levei anos para aprender

10 coisas que levei anos para aprender

01- Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

02- Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria 'reuniões'.

03- Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

04- As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

05- Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

06- Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

07- A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

08- Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

09- Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10- Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca de Noé. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O PASTOR 171 A OVELHA BURRA E O BODE GANANCIOSO!

O Pastor 171, a Ovelha Burra e o Bode Ganancioso
08/04/11
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O velho pastor chamou em seu escritório o jovem rapaz que lhe auxiliava nos trabalhos. Aquele menino era o seu braço direito e ele queria passar os segredos do seu sucesso, até porque, para dar vôos mais altos e expandir o negócio, quer dizer, a igreja, ele precisaria dividir seus conhecimentos.
– Meu filho, ouve agora as minhas instruções e dá ouvidos às minhas palavras. O que vou te dizer agora e de suma importância para você vencer na vida.
O discípulo achou estranho, mas gostou da confiança que lhe estava sendo imposta.
– Existem dois tipos de pessoas: a ovelha burra e o bode ganancioso. É com este tipo de pessoas que você deverá trabalhar – sentenciou o velho para aquele jovem com olhos arregalados de surpresa.
Enquanto o jovem se ajeitou na poltrona para ouvir melhor, o pastor continuou.
– Para você conseguir sucesso, fama, e dinheiro primeiro você precisa se cercar de umas mulheres mal amadas. Estas cujos maridos são totalmente ausentes, desinteressados, beberrões e que dão mais valor aos amigos do que as esposas. Elas serão fiéis a você e não deixarão que falem mal de você.
O jovem se aconchegou ainda mais na poltrona, coçou o queixo e continuava a olhar fixamente no mestre.
– Vou te falar da ovelha burra. Este tipo de gente não lê a Bíblia e acreditará em tudo o que você falar. Use especialmente textos do Velho Testamento para arrancar o dinheiro delas. E não tenha medo. Seja ousado! Peça muito. E faça parecer que isto é um gesto de dedicação a Deus. Um gesto de fé. Na sua burrice, elas não vão questionar você.
O jovem continuava calado, meio descrente, meio surpreso, mas já vislumbrando o seu futuro.
– A estrategia para com os bodes gananciosos é diferente. Faça parecer que eles sempre irão levar vantagens. Peça dinheiro, bens, carro, casa, joias… Tudo o que eles tiverem. Mas faça parecer que eles irão ganhar o dobro se derem para Deus, quer dizer, para você. O ganancioso é a vítima mais fácil porque mesmo as vezes sendo inteligente, eles são mais facilmente enganados justamente por causa da ganância
A esta altura o garoto já sorria maliciosamente. Fora fisgado pela fala do mestre.
– Por último, desenvolva a arte de fazer as críticas parecerem perseguição. Mais cedo ou mais tarde alguém vai denunciar ou criticar você. Quando alguém cair em si e sair do seu redil, diga que não obteve o que queria por causa da falta fé. Você precisa fazer tudo parecer um gesto de fé. Assim poderá culpar os críticos de falta de fé.
– Mas pastor… – Tentou dizer algo o jovem aprendiz.
– Ainda não terminei. Viva no luxo. Tenha do bom e do melhor. Tire exemplo das novelas. Já viu pobreza e coisa feia nas novelas? Lá tudo é lindo e maravilhoso. Não tem miséria. O bode ganancioso e a ovelha burra acham que isto é que é sinal da bênção de Deus.
E assim a conversa se estendeu por um logo tempo. Trocaram ainda algumas considerações finais e o mestre despediu seu pupilo. Saindo para casa, após caminhar alguns metros um senhor se dirige ao jovem.
– Moço, um folheto da Palavra de Deus pra você.
O jovem pensou em recusar, mas visto que poderia fazer aquele velho tentar argumentar, aceitou. Continuou seu caminho e antes de jogar o folheto no chão, deu uma olhada no título:
“Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”

terça-feira, 20 de setembro de 2011

NÃO ESQUEÇA?

Quando quiser falar com Deus, ligue -> Jeremias 33:3.
Quando tu estiver triste, ligue -> João 14.
Quando pessoas falarem de ti, ligue -> Salmo 27.
Quando tu estiver nervoso, ligue -> Salmo 51.
Quando tu estiver preocupado, ligue -> Mateus 6:19,34.
Quando tu estiver em perigo, ligue -> Salmo 91.
Quando Deus parecer distante, ligue -> Salmo 63.
Quando sua fé precisar ser ativada, ligue -> Hebreus 11.
Quando tu estiver solitário e com medo, ligue-> Salmo 23.
Quando tu for áspero e crítico, ligue -> I Coríntios 13.
Para saber o segredo da felicidade, ligue -> Colossenses 3:12-17.
Quando tu te sentir triste e sozinho, ligue -> Romanos 8:31-39.
Quando tu quiser paz e descanso, ligue -> Mateus 11:25-30.
Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue -> Salmo 90.

sábado, 3 de setembro de 2011

LUTERO- SERMÃO SOBRE A EUCARISTIA- 1519

Um Sermão sobre o Venerabilíssimo Sacramento do Santo e Verdadeiro Corpo de Cristo e sobre as Irmandades,

do Doutor Martinho Lutero, Agostiniano
1519


1. O santo Sacramento do Altar e do santo e verdadeiro Corpo de Cristo também[1] contém três coisas que é preciso saber: a primeira é o sacramento ou sinal; a segunda, o significado desse sacramento; a terceira, a fé nessas duas coisas; pois em todo sacramento deve haver essas três coisas. O sacramento deve ser exterior e visível, em uma forma ou espécie corporal. O significado deve ser interior e espiritual, no espírito da pessoa. A fé precisa juntar esses dois, de modo que tragam proveito e sejam praticados.

2. O sacramento ou sinal exterior está na forma e espécie do pão e do vinho, assim como o Batismo na água, porém de maneira tal que se usem o pão e o vinho comendo e bebendo, assim como se usa a água para imersão ou aspersão. Pois o sacramento ou sinal precisa ser recebido ou pelo menos desejado para que possa trazer proveito. Muito embora atualmente não sejam dadas ambas as espécies ao povo todos os dias, como acontecia antigamente – o que também não é necessário -, os sacerdotes as desfrutam diariamente diante do povo; basta que o povo deseje o sacramento todo dia e, atualmente, o receba sob uma única espécie, assim como a Igreja cristã o determina e dá.

3. Tenho para mim, entretanto, que seria bom que a Igreja, num concílio geral, tornasse a determinar que ambas as espécies fossem dadas a todas as pessoas, assim como aos sacerdotes. Não porque uma única espécie não seja suficiente, pois o desejo da fé certamente já basta. Assim diz Santo Agostinho[2]: "Para que ficas preparando a barriga e os dentes? Crê somente, e já desfrutaste o sacramento"[3]. Acontece que seria conveniente e bonito se a espécie e forma ou sinal do sacramento fossem oferecidos não parcialmente, em uma parte apenas, mas integralmente. Da mesma forma, afirmei a respeito do Batismo[4] que, por causa da integridade e perfeição do sinal, seria mais condizente imergir na água do que aspergi-la. Ocorre que esse sacramento significa uma união completa e uma comunhão indivisa dos santos (como haveremos de ouvir), que é indicada de maneira deficiente e inadequada com uma única parte ou porção do sacramento. Ademais, o perigo como cálice[5] não é tão grande como se acha, uma vez que o povo raramente vai a este sacramento, e principalmente porque Cristo, que sem dúvida sabia de todo perigo futuro, quis, mesmo assim, instituir ambas as espécies para que todos os seus cristãos delas fizessem uso.

4. O que este sacramento significa ou opera é comunhão de todos os santos. É por esta razão que se costuma chamá-lo, na linguagem comum, de synaxis ou communio, isto é, comunhão; e communicare, em latim, significa receber essa comunhão, o que, no vernáculo, chamamos de ir ao sacramento[6]. A razão disso é que Cristo forma um corpo espiritual com todos os santos, assim como o povo de uma cidade constitui uma comunidade e um corpo, sendo cada cidadão membro do outro e da cidade inteira. Da mesma maneira, todos os santos são membros de Cristo e da Igreja, que é uma cidade espiritual e eterna de Deus. Ser aceito nessa cidade significa ser recebido na comunhão dos santos, ser incorporado ao corpo espiritual de Cristo, ser feito membro seu. Em contrapartida, excommunicare significa tirar da comunhão, separar um membro desse corpo, o que, no vernáculo, significa excomungar[7], porém com distinções, conforme exporei no sermão seguinte sobre a excomunhão[8].

Portanto, receber este sacramento em pão e vinho não é outra coisa senão receber um sinal certo dessa comunhão e incorporação em Cristo e todos os santos; é como dar a um cidadão um sinal, um documento ou alguma outra insígnia, para que ele tenha certeza de que será cidadão da cidade, membro dessa comunidade. Assim diz São Paulo em 1 Co 10.17: "Nós, que participamos de um único pão e de um único cálice, somos todos um só pão e um só corpo".

5. Essa comunhão consiste em que todos os bens espirituais de Cristo e de seus santos[9] são compartilhados e comunicados a quem recebe esse sacramento; por outro lado, todos os sofrimentos e pecados também passam a ser comuns, de modo que amor é aceso por amor, levando à união. E para ficar na tosca comparação sensitiva: é assim como, numa cidade, cada cidadão passa a participar do nome, da honra, da liberdade, dos negócios, costumes, tradições, do auxílio, assistência, proteção, etc. dessa cidade; em contrapartida, ele participa de todos os perigos, incêndios, inundações, inimigos, da mortandade, dos prejuízos, taxas e impostos, e coisas semelhantes. Pois quem quer desfrutar também precisa contribuir e pagar amor com amor. Aqui se vê que quem causa algum mal a um cidadão, causa mal à cidade e a todos os cidadãos; quem faz bem a um cidadão, merece o favor e a gratidão de todos os outros. O mesmo vale para o corpo físico, conforme diz São Paulo em 1 Co 12.25s, ao explicar este sacramento em sentido espiritual: "Cuidem os membros uns dos outros. Se um membro sofre, todos sofrem com ele; se um deles passa bem, os outros se regozijam com ele". Vemos, portanto: se dói o pé de alguém, mesmo que seja só o dedinho, o olho se volta para ele, os dedos o tocam, o rosto se franze e todo o corpo se inclina em sua direção; todos se ocupam com o minúsculo membro. Em contrapartida, cuidar bem dele faz bem a todos os membros. Para entender este sacramento, é preciso guardar bem essa comparação, pois a Escritura a utiliza por causa das pessoas simples.

6. Neste sacramento, portanto, a pessoa recebe, através do sacerdote, um sinal certo da parte do próprio Deus de que, dessa forma, ela é unida a Cristo e a seus santos, participando de todas as coisas, de modo que o sofrimento e a vida de Cristo, bem como os de todos os santos, passam a ser dela própria. Assim sendo, quem lhe faz mal, fá-lo a Cristo e a todos os santos, conforme ele diz através do profeta: "Quem tocar em vocês toca na menina do meu olho" [Zc 2:8]; em contrapartida, quem lhe faz bem, fá-lo a Cristo e a todos os seus santos, conforme ele diz em Mt 25.40: "O que vocês fizeram a um de meus pequeninos, a mim o fizeram". Por outro lado, a pessoa também deve compartilhar de todos os fardos e adversidades de Cristo e de seus santos, contribuindo e desfrutando da mesma forma que eles. Consideremos mais de perto esses dois [aspectos].

7. Não é um único adversário que nos causa mal. Há, em primeiro lugar, o resto de pecado remanescente na carne após o Batismo, a inclinação à ira, ao ódio, à soberba, à impudicícia, etc., que nos atribula enquanto vivemos. Aqui precisamos não só da ajuda da comunidade e de Cristo, no sentido de lutarem conosco contra isso; também é necessário que Cristo e seus santos intercedam por nós perante Deus, para que o pecado não nos seja imputado segundo o rigoroso juízo de Deus. É para nos fortalecer e nos animar contra esses pecados que Deus nos dá esse sacramento, como se estivesse dizendo; "Olha, muitos são os pecados que te atribulam; toma este sinal, com o qual te afianço que o pecado atribula não somente a ti, mas a meu filho Cristo e a todos os seus santos no céu e na terra. Por isso, não percas o ânimo e fica confiante; não estás lutando sozinho. Ao teu redor há muita ajuda e assistência".

A respeito desse pão diz o rei Davi: "O pão fortalece o coração do ser humano" [Sl 104.15]. E em outras passagens ainda a Escritura atribui a este sacramento[10] a propriedade de fortalecer, como em At 9.19, referindo-se a São Paulo: "Ele foi batizado e recebeu o alimento, tendo sido fortalecido". Em segundo lugar, o espírito maligno nos assalta ininterruptamente com muitos pecados e adversidades. Em terceiro lugar, o mundo, que está cheio de maldade, provoca e persegue, e de forma alguma é bom. Por fim, nossa própria consciência suja nos atribula por causa de pecados cometidos; o mesmo ocorre com o medo da morte e dos tormentos do inferno. Tudo isso nos cansa e desanima, caso não buscarmos e encontrarmos força nessa comunhão.

8. Quem estiver sem alento, debilitado por sua consciência pecaminosa, assustado com a morte, ou de coração oprimido por alguma outra causa e quiser livrar-se, dirija-se alegremente ao Sacramento do Altar e deponha seu pesar na comunidade, busque ajuda junto a todo o corpo espiritual, assim como um cidadão, ao sofrer um prejuízo ou uma desgraça no campo causada por seus inimigos, queixa-se junto aos membros do conselho municipal e aos concidadãos e pede ajuda. Por isso nos são dadas neste sacramento a incomensurável graça e misericórdia de Deus, para que, ali, deponhamos toda a aflição, toda a tribulação, passando-as à comunidade e principalmente a Cristo, e para que a pessoa possa, com alegria, fortalecer-se, consolar-se e dizer a si mesma: "Se sou pecador, se caí, se me atinge este ou aquele infortúnio – pois bem, vou, por isso, ao sacramento e tomo de Deus um sinal de que a justiça de Cristo, sua vida e seu sofrimento estão em meu favor juntamente com todos os santos anjos, com as pessoas bem-aventuradas no céu e com todas as pessoas piedosas sobre a terra. Se tiver que morrer, não estarei sozinho na morte; se vier a sofrer, eles sofrem junto comigo. Todo o meu infortúnio se tornou comum a Cristo e aos santos, pois tenho um sinal certo de seu amor para comigo". Vê, este é o fruto e uso deste sacramento, em virtude do qual o coração deve ficar alegre e forte.

9. Por conseguinte, quando desfrutaste ou quiseres desfrutar este sacramento, precisas, em contrapartida, ajudar a carregar as adversidades da comunidade, conforme foi dito. Mas quais são elas? Cristo no céu bem como os anjos com os santos não sofrem adversidades, excerto quando a verdade e a palavra de Deus são prejudicadas. Como dissemos, eles são atingidos inclusive por todo sofrimento e amor de todos os santos sobre a terra. Teu coração deve, pois, entregar-se ao amor e aprender que este sacramento é um sacramento do amor e que, assim como tu recebes amor e assistência, deves, por tua vez, demonstrar amor e assistência a Cristo em sua santa palavra, toda miséria da cristandade, toda injustiça sofrida pelos inocentes; todas essas coisas existem em abundância em todas as partes do mundo. Em relação a elas, precisas opor resistência, agir, interceder e, quando não puderes fazer mais, deves ter compaixão sincera. Vê, é isto o que significa carregar, de tua parte, a desgraça e as adversidades de Cristo e de seus santos. Então se cumpre o dito de Paulo: "Levem as cartas uns dos outros, e assim cumprirão a lei de Cristo" [Gl 6.2]. Vê, assim tu carregas a todos, e assim todos, por sua vez, te carregam, e todas as coisas são em comum, tanto as boas quanto as más. Então todas as coisas ficam leves e o espírito maligno não consegue prevalecer contra a comunidade. Ao instituir o sacramento, Cristo disse: "isto é o meu corpo, oferecido por vocês; isto é o meu sangue, derramado por vocês; sempre que o fizerem, lembrem-se de mim" [Lc 22.19s.], como se estivesse dizendo: "Eu sou o cabeça, quero ser o primeiro que se dá por vocês, quero participar de seu sofrimento e sua desgraça e carregá-los para vocês, para que também vocês, por sua parte, procedam dessa maneira para comigo e uns para com os outros, permitindo que tudo seja comum em mim e comigo. Deixo-lhes este sacramento como um sinal certo de tudo isso, para que não me esqueçam, mas se exercitem diariamente nisso e se lembrem do que fiz e continuo fazendo em favor de vocês, para que possam fortalecer-se e também para que um carregue o outro dessa maneira".

10. Esta é também a primeira das razões por que este sacramento é usado muitas vezes, enquanto que o Batismo é usado uma única vez. Pois o Batismo é um início e uma entrada em uma nova vida, na qual nos sobrevêm muitíssimas adversidades, com pecados e sofrimentos, alheios e próprios. Temos aí o diabo, o mundo, a própria carne e consciência, como dissemos; eles não cessam de nos perseguir e acossar ininterruptamente. Por isso, precisamos de força, assistência e ajuda de Cristo e de seus santos, o que nos é prometido aqui como num sinal seguro, pelo qual somos a eles unidos e neles incorporados, sendo todo o nosso sofrimento deposto na comunidade.

É por esta razão que, para as pessoas que não sofrem desgraça, não experimentam medo ou não sentem seu infortúnio, este santo sacramento pouco o nenhum proveito traz; é que foi dado exclusivamente àqueles que necessitam de consolo e força, que têm um coração pusilânime, que estão com a consciência amedrontada, que padecem tentação de pecados ou já caíram nela. O que haveria ele de efetuar nos espíritos livres e seguros que não necessitam dele nem o desejam? Pois a mãe de Deus diz: "Ele enche de bens apenas os famintos e conforta os amedrontados" [Lc 1.53].

11. Por isso, para que os discípulos se tornassem dignos e aptos para este sacramento, ele os entristeceu primeiro, confrontando-os com sua despedida e morte, o que lhes causou dor e pesar. Além disso, assustou-os profundamente ao dizer que um dentre eles haveria de traí-lo. Quando ficaram cheios de tristeza e medo, aflitos com a dor e o pecado da traição, então estavam dignos, e ele lhes deu seu santo corpo e os fortaleceu novamente. Com isso, ele nos ensina que este sacramento é força e consolo para as pessoas entristecidas e amedrontadas pelo pecado e pelo mal. É o que também diz Santo Agostinho: "Este alimento procura somente uma alma faminta e de nada foge tanto quanto de uma alma saciada e repleta, que não precisa dele"[11]. Assim, os judeus tiveram que comer o cordeiro da Páscoa com ervas amargas, às pressas e de pé, o que também dá a entender que esse sacramento busca almas sequiosas, carentes e pesarosas. Agora, quem quer e deve compartilhar da desgraça de Cristo e de todos os cristãos, colaborar com a verdade, combater a injustiça, ajudar a carregar as necessidades dos inocentes e os sofrimentos de todos os cristãos, encontrará desgraça e adversidade suficiente, sem contar o que a natureza má, o mundo, o diabo e o pecado lhe impõem diariamente. Também é desígnio e vontade de Deus nos perseguir e acossar com tantos cães e nos preparar ervas amargas por toda parte, para que ansiemos por esse fortalecimento e nos alegremos com o santo sacramento, a fim de que estejamos dignos, isto é, desejosos dele.

12. Cristo quer que o sacramento seja muito usado também para que nos lembremos dele e, seguindo o seu exemplo, nos exercitemos em tal comunhão. Pois se não mais fôssemos confrontados com o exemplo, também a comunhão cedo acabaria esquecida. É o que, infelizmente, vemos agora: não obstante rezarem-se muitas missas, a comunhão cristã, que deveria ser pregada, exercitada e confrontada com o exemplo de Cristo, desaparece por completo, ao ponto de quase não mais sabermos para que serve esse sacramento e como se deve fazer uso dele; sim, infelizmente muitas vezes até destruímos a comunhão através das missas, pervertendo tudo. Isso é culpa dos pregadores que não pregam o Evangelho nem os sacramentos, mas suas invencionices humanas a respeito de toda espécie de obras e maneiras de viver corretamente. Outrora, porém, se praticava este sacramento tão corretamente e se ensinava o povo a entender essa comunhão tão bem, que chegavam a reunir também os alimentos e bens materiais na igreja para distribuí-los aos carentes, como escreve Paulo em 1 Co 11.21. É daí que permaneceu na missa o termo collecta, isto é, uma coleta comum, como quando se junta um fundo comum para dar aos pobres. Naquela época também tantos tornaram-se mártires e santos. Então havia menos missas, mas muita força ou fruto proveniente delas. Então um cristão se preocupava com o outro, um ajudava o outro, um tinha compaixão do outro, um carregava o fardo e a desgraça do outro. Agora isso se desvaneceu, restando apenas muitas missas e muito receber desse sacramento, sem que seu significado seja compreendido e praticado.

13. Não é difícil encontrar pessoas que gostam de desfrutar, mas não querem contribuir. Isto é: gostam de ouvir que neste sacramento lhes é prometido e dado auxílio, comunhão e assistência de todos os santos. Elas, entretanto, não querem retribuir a comunhão, não querem ajudar o pobre, tolerar os pecadores, cuidar dos miseráveis, solidarizar-se com os que sofrem, interceder pelos outros. Também não querem apoiar a verdade, buscar o melhoramento da Igreja e de todos os cristãos empenhando seu corpo, seus bens e sua honra. Elas não o fazem porque temem o mundo, porque não querem ter que sofrer desfavor, prejuízo, vergonha ou morte, embora Deus queira que, por causa da verdade e do próximo, elas sejam deste modo impelidas a desejar tão grande graça e força desse sacramento. Estas são pessoas que buscam seu próprio proveito, às quais este sacramento de nada serve, assim como é insuportável o cidadão que quisesse ser apoiado, protegido e favorecido pela comunidade, mas que, em contrapartida, não servisse à comunidade e nada fizesse por ela. Nós, pelo contrário, precisamos deixar claro que os males dos outros também sejam nossos, se queremos que Cristo e seus santos assumam os nossos males; assim a comunhão se torna plena e se faz justiça ao sacramento. Pois onde o amor não cresce diariamente e transforma a pessoa de tal forma que ela participe da existência de todos, aí o fruto e o significado desse sacramento estão ausentes.

14. Para denotar essa comunhão, Deus também instituiu sinais deste sacramento que em toda parte se prestam a esse fim e, com suas formas, nos estimulam e impelem para essa comunhão. Pois de muitos grãozinhos moídos juntos é feito o pão, e os corpos de muitos grãos se tornam o corpo de um só pão, no qual cada grãozinho perde seu corpo e sua forma, assumindo o corpo comum do pão; da mesma forma, também as uvas perdem a sua forma e se tornam o corpo de um vinho e bebida comum. É assim que devemos ser e é assim que também somos se usamos corretamente este sacramento: Cristo, juntamente com todos os santos, assume a nossa forma através do seu amor, luta ao nosso lado contra o pecado, a morte e todo mal. Em conseqüência, inflamados de amor, nós assumimos a sua forma, confiamos em sua justiça, vida e bem-aventurança. Assim, por intermédio da comunhão dos seus bens e do nosso infortúnio, somos um só bolo, um só pão, um só corpo, uma só bebida, e tudo é comum. Oh, este é um grande sacramento, diz S. Paulo[12], que Cristo e a igreja sejam uma só carne e um só corpo. Por outro lado, devemos também transformar-nos através do mesmo amor, permitindo que sejam nossas as imperfeições de todos os outros cristãos, assumindo sua forma e necessidade e permitindo que seja deles tudo o que de bom estiver ao nosso alcance, para que possam desfrutar disto. É nisso que consistem a comunhão autêntica e o verdadeiro significado deste sacramento. Assim somos transformados um no outro e nos tornamos comuns uns aos outros através do amor, sem o qual não pode haver transformação.

15. Ele preferiu instituir essas duas espécies, a do pão e a do vinho, em lugar de outras, para indicar em outro sentido ainda a mesma unificação e comunhão contida neste sacramento, pois não existe unificação mais íntima, profunda e indivisível que a unificação do alimento com quem é alimentado. Isto porque o alimento entra e é transformado na natureza do alimentado e se torna um só ser com ele. Outras unificações, como por pregos, cola, amarras e similares, não fazem das coisas unificadas um ser indivisível. Assim também nós, no sacramento, somos unificados com Cristo e incorporados a todos os santos, de modo que ele cuida de nós e tudo faz por nós, como se ele fosse o que nós somos, como se aquilo que nos atinge atingisse também a ele, e atingisse a ele mais do que a nós; de modo que, em contrapartida, nós possamos acolhê-lo como se fôssemos aquilo que ele é; por fim também vai suceder que seremos conformados a ele, como diz S. João: "Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele" [1 Jo 3.2] – tão profunda e completa é a comunhão de Cristo e de todos os santos conosco. Portanto, os nossos pecados o atribulam; em contrapartida, a sua justiça nos ampara. Pois a unificação torna tudo comum, até que ele aniquile por completo o pecado em nós e nos torne semelhantes a si mesmo no último dia. Da mesma maneira, também nós devemos ser unificados com nossos próximos e eles conosco através do mesmo amor.

16. Além de tudo isso, ele não instituiu essas duas espécies sem mais nada, mas pôs no pão sua verdadeira carne natural e, no vinho, seu verdadeiro sangue natural, a fim de oferecer um sacramento ou sinal perfeito. Pois ao mesmo tempo em que o pão é transformado em seu verdadeiro corpo natural, e o vinho em seu verdadeiro sangue natural, tão verdadeiramente também nós somos incluídos e transformados no corpo espiritual, isto é, na comunhão de Cristo e de todos os santos. Através deste sacramento também somos integrados em todas as virtudes e graças de Cristo e de seus santos, assim como afirmamos acima a respeito de um cidadão que é transformado e integrado na proteção e na liberdade da cidade e de toda a comunidade. Por esta razão, Cristo também não instituiu uma única espécie, mas distintamente, sua carne sob o pão e seu sangue sob o vinho. Ele o fez para indicar que não só sua vida e suas boas obras – que ele indica por intermédio da carne e que realizou na carne -, mas também seu sofrimento e martírio – que indica por seu sangue e nos quais seu sangue foi derramado – são todos eles nossos e que nós, ali incluídos, podemos desfrutar e fazer uso disso.

17. Tudo isso deixa claro que este santo sacramento não é outra coisa senão um sinal divino no qual Cristo e todos os santos, com todas as suas obras, seus sofrimentos, méritos, graças e bens, são prometidos, dados e entregues como consolo e fortalecimento para todas as pessoas angustiadas e entristecidas, perseguidas pelo diabo, por pecados, pelo mundo, pela carne e por todo o mal; e receber o sacramento não é outra coisa senão desejar tudo isso e crer firmemente que assim sucederá.

Entra aqui a terceira parte deste sacramento: a FÉ, que é o que importa. Pois não basta saber o que é e o que significa este sacramento. Não basta saberes que se trata de uma comunhão e de uma misericordiosa permuta ou mistura do nosso pecado e sofrimento com a justiça de Cristo e de seus santos. Tu também precisas desejá-lo e crer firmemente que o recebeste. É neste ponto que o diabo e a natureza mais se esforçam, para fazer com que a fé de modo algum persista. Algumas pessoas exercitam sua habilidade e sutileza tentando descobrir onde fica o pão ao ser transformado na carne de Cristo e o vinho [ao ser transformado] em seu sangue, e como, sob tão pequena porção de pão e vinho, pode estar encerrado todo o Cristo, sua carne e seu sangue. Não importa que tu não te preocupes com essas questões. É suficiente que saibas que é um sinal divino, no qual a carne e o sangue de Cristo estão verdadeiramente contidos; deixa o "como" e o "onde" por conta dele mesmo.

18. Trata então de exercitar e fortalecer a fé, de modo que, quando estiveres entristecido ou quando teus pecados te oprimirem, vás ao sacramento ou ouças a missa, de modo que desejes de coração este sacramento e aquilo que ele representa, e não duvides que aquilo que o sacramento significa te sucederá. Isto é: deves ter certeza de que Cristo e todos os santos vêm ter contigo, com todas as suas virtudes, seus sofrimentos e graças, para contigo viver, fazer, deixar de fazer, sofrer e morre, e de que querem ser completamente teus, ter todas as coisas em comum contigo. Se bem exercitares e fortaleceres esta fé, sentirás quão alegre e opulento banquete de casamento e regalo teu Deus preparou para ti sobre o altar. Então entenderás o que significa a grande ceia do rei Assuero[13]; então verás o que são as bodas em que Deus abateu seus bois e cevados, conforme está no evangelho[14]; então teu coração ficará verdadeiramente livre e seguro, forte e corajoso contra todos os inimigos. Pois que pessoa haveria de temer qualquer adversidade, se tem certeza de que Cristo, juntamente com todos os santos, está com ela, compartilhando com ela todas as coisas, sejam boas ou más? Assim, lemos em Atos 2,46s que os discípulos de Cristo partiam e comiam este pão com grande alegria no coração. Uma vez que essa obra é tão imensa que a pequenez das nossas almas não poderia desejá-la, quanto mais esperar por ela ou contar com ela, é bom e necessário ir muitas vezes ao sacramento, ou então exercitar e fortalecer essa fé diariamente na missa; é a fé que importa, e é por causa dela que ele também foi instituído. Pois se duvidas, infliges a Deus a maior desonra e o consideras um mentiroso infiel; se não consegues crer, então faz um pedido neste sentido, conforme dissemos acima no outro sermão[15].

19. Trata então de te dedicar a manter comunhão com todas as pessoas e de jamais excluir alguém por ódio ou ira, pois este sacramento da comunhão, do amor e da união não tolera discórdia e desunião. Deves deixar-te tocar pelas deficiências e necessidades dos outros como se fossem tuas próprias, e oferecer teus bens como se fossem deles, assim como Cristo age para contigo no sacramento. É isto o que significa ser transformado um no outro pelo amor, tornar-se de muitas partes um só pão e uma só bebida, abandonar a forma própria e assumir uma forma comum.

É por isso que difamadores, juízes arbitrários e violentos e os que desprezam as outras pessoas têm que receber a morte no sacramento, conforme escreve S. Paulo em 1 Co 11.29. Pois não procedem com seu próximo em conformidade com aquilo que buscam junto a Cristo e com o que mostra o sacramento; nada de bom desejam ao próximo, não se solidarizam com ele, não lhe dão a mesma assistência que pretendem receber de Cristo. Caem então na cegueira de nada mais saber fazer neste sacramento do que temer e honrar ao Cristo presente com suas rezas e devoções. Uma vez feito isto, pensam estar tudo cumprido a contento, quando na verdade Cristo deu o seu corpo para que fosse praticado o significado do sacramento ,a comunhão e a conduta no amor. Ademais, Cristo dá menos valor a seu próprio corpo natural do que a seu corpo espiritual, isto é, à comunhão de seus santos. O que lhe importa mais, particularmente neste sacramento, é que a fé em sua comunhão e na comunhão dos santos seja bem praticada e se torne forte em nós, e que, em conformidade com ela, também pratiquemos adequadamente a nossa comunhão. Eles não percebem essa intenção de Cristo; não obstante, vão lá diariamente, celebram e ouvem missa em sua devoção. Entretanto, permanecem um dia como o outro; sim, chegam até a ficar piores a cada dia que passa, mas nem mesmo se dão conta disso.

Por isso nota bem: é preciso que cuides mais do corpo espiritual do que do corpo natural de Cristo, e é mais necessária a fé no corpo espiritual do que no corpo natural. Pois o natural sem o espiritual nada adianta neste sacramento; é preciso que ocorra uma transformação e que ela seja exercitada através do amor.

20. Muitos há que, desconsiderando essa permuta do amor e da fé, se fiam em que a missa ou o sacramento sejam, como dizem, opus gratum opere operati[16], ou seja, uma obra que, por si mesma, agrada a Deus, mesmo que não agradem as pessoas que a praticam. Concluem daí que é bom ter muitíssimas missas, mesmo que sejam celebradas de forma indigna, pois o prejuízo seria das pessoas que as rezam ou usam de modo indigno. A cada um deixo a sua opinião, mas essas fábulas não me agradam, pois, falando desse jeito, não haverá nenhuma criatura ou obra que, por si mesma, não agrade a Deus, conforme está escrito em Gn 1.31: "Deus olhou todas as suas obras, e todas lhe agradaram". Que frutos hão de vir do mau uso do pão, do vinho, do ouro e de quaisquer coisas boas, mesmo que em si mesmas agradem a Deus? Ora, a condenação é o que resulta disso. O mesmo vale aqui: quanto mais nobre o sacramento, tanto maior é o prejuízo que o seu abuso traz para toda a comunidade. Pois o sacramento não foi instituído em função de si mesmo, de modo a agradar a Deus, mas por nossa causa, para o usarmos corretamente, nele exercitarmos a fé e, por ele, nos tornarmos agradáveis a Deus. Se é apenas opus operatum[17], ele nada efetua senão prejuízo em toda parte. Ele precisa tornar-se opus operantis[18]. Assim como pão e vinho, por mais que agradem a Deus em si mesmos, nada efetuam senão prejuízo caso deles não se fizer uso, da mesma forma não basta realizar o sacramento (isto é, opus operatum); ele também precisa ser usado na fé (isto é, opus operantis). E é de se temer que, por causa dessas perigosas interpretações, nos sejam tiradas a força e a virtude do sacramento e que a fé desapareça por completo mercê da falsa segurança do sacramento executado.

Tudo isto provém do fato de verem neste sacramento mais o corpo natural de Cristo do que a comunhão, o corpo espiritual. Cristo na cruz também foi uma obra executada que agradou a Deus, mas nela os judeus tropeçam até o dia de hoje, pois não a transformaram numa obra proveitosa na fé. Por isso, cuida que o sacramento seja para ti um opus operantis, isto é, uma obra proveitosa, e que ele agrade a Deus não por causa de sua essência, mas por causa da tua fé e do bom uso que dele fazes. A palavra de Deus também agrada a Deus em si mesma, mas é prejudicial para mim quando não agrada a Deus também dentro de mim. Em suma, essa conversa de "opus operatum, opus operantis" não passa de vãs palavras humanas, que mais atrapalham do que ajudam. E quem poderia enumerar todos os terríveis abusos e superstições que diariamente se multiplicam neste venerabilíssimo sacramento, alguns dos quais são tão espirituais e santos que quase poderiam seduzir um anjo? Em resumo: quem quiser reconhecer esses abusos, que se proponha o uso e a fé nesse sacramento acima descritos, isto é, seja uma alma aflita e faminta, a desejar sinceramente o amor, a ajuda e o apoio de toda a comunidade, de Cristo e de toda a cristandade, e não duvide que haverá de recebê-los na fé; em seguida, entre em comunhão com todos no mesmo amor. Quem não conceber e ordenar seu ouvir ou rezar a missa e seu receber o sacramento a partir disso, erra e não faz uso bem-aventurado deste sacramento. É por isso também que o mundo é assolado por pestilências, guerras e outros tormentos terríveis, pois com muitas missas apenas provocamos mais desgraças ainda.

21. Percebemos agora quão necessário é este sacramento para os que estão à morte ou precisam colocar em risco corpo e alma, para que não sejam deixados sozinhos nessa situação, mas sejam fortalecidos na comunidade de Cristo e de todos os santos. É por isso que Cristo também o instituiu e ofereceu em meio à angústia e ao perigo extremos de seus discípulos. Visto que todos nós estamos diariamente cercados por toda sorte de perigos e que, por fim, haveremos de morrer, devemos agradecer, amável e humildemente, com todas as nossas forças, ao misericordioso Deus por nos ter dado esse sinal gracioso. É com ele que Deus nos conduz e leva (se a ele nos atemos firmemente pela fé), através da morte e por entre todos os perigos, para si mesmo, para Cristo e todos os santos.

Por isso também é útil e necessário que o amor e a comunhão de Cristo e de todos os santos aconteçam ocultamente, de modo invisível e espiritual, e que nos seja dado apenas um sinal corporal, visível e exterior dos mesmos. É que se esse amor, comunhão e apoio fossem evidentes como a comunhão temporal das pessoas humanas, não seríamos fortalecidos nem exercitados no sentido de confiar nos bens invisíveis e eternos ou de desejá-los; antes, seríamos exercitados em confiar apenas nos bens temporais e visíveis, ficando tão habituados a eles que não abriríamos mão deles de bom grado e seguiríamos a Deus somente na medida em que nos precedessem coisas visíveis e palpáveis. Desta forma, seríamos impedidos de jamais chegar a Deus, pois, para chegarmos até ele, todas as coisas temporais e perceptíveis devem desaparecer e nós devemos nos desacostumar delas por completo.

Por isso, a missa e este sacramento são um sinal no qual nos exercitamos e habituamos a largar todo amor, ajuda e consolo visíveis, e a confiar no amor, auxílio e apoio invisíveis de Cristo e de seus santos. Pois a morte tira todas as coisas visíveis e nos aparta dos seres humanos e das coisas temporais, contra o que precisamos da ajuda das coisas invisíveis e eternas. Estas nos são apresentadas no sacramento e no sinal, ao qual nos atemos pela fé até que as recebamos também de modo perceptível e evidente.

Desta forma, o sacramento é para nós um vau, uma ponte, uma porta, uma embarcação e uma maca na qual e pela qual passamos deste mundo para a vida eterna. Por isso, tudo depende da fé, pois quem não crê se assemelha à pessoa que deve cruzar as águas, mas está tão desalentada que não confia na embarcação, tendo, assim, que ficar e não podendo jamais ser salva, porque não toma lugar nem quer fazer a travessia. É nisso que dão o apego às coisas sensíveis e a fé não exercitada, para a qual se torna amarga a travessia sobre o Jordão da morte. Ademais, o diabo ainda contribui cruelmente para que assim aconteça.

22. Isto ficou representado outrora em Josué 3.7ss. Depois de os filhos de Israel terem atravessado o Mar Vermelho sem molhar os pés – no que ficou indicado o Batismo -, assim atravessaram também o Jordão. Os sacerdotes, porém, ficaram parados com a arca no Jordão, de modo que a água abaixo deles escorreu embora, enquanto que a água acima deles elevou-se feito um monte, no que está indicado este sacramento. Ao pregarem a nós e nos darem este sacramento, os sacerdotes carregam e seguram a arca no Jordão, [isto é], Cristo e a comunhão de todos os santos em meio à morte ou ao perigo. Se cremos, as águas que estão debaixo de nós passam, isto é, as coisas temporais e visíveis nada nos infligem, mas fogem de nós. Porém aquelas que estão acima de nós elevam-se a uma grande altura. São elas as terríveis e atormentadoras imagens daquele mundo, [que vemos] na hora da morte [e que] nos assustam como se estivessem prontas a nos assaltar. Se, contudo, não nos importarmos com elas e passarmos de largo com uma fé firme, chegaremos incólumes e de pés secos na vida eterna.

Temos, portanto, dois sacramentos principais na Igreja, o Batismo e o Pão. O Batismo nos introduz a uma nova vida sobre a terra, o Pão nos conduz, passando pela morte, à vida eterna. E os dois estão indicados pelo Mar Vermelho e pelo Jordão, bem como pelas duas terras, situadas além e aquém do Jordão. Por isso o Senhor disse na Ceia: "Não beberei deste vinho até o dia em que o hei de beber, novo, com vocês no reino de meu Pai" [Mt 26.29]. É a tal ponto que este sacramento está voltado e ordenado para o fortalecimento contra a morte e para a entrada na vida eterna.

Concluindo: o fruto deste sacramento é comunhão e amor, pelos quais somos fortalecidos contra a morte e todo o mal, de modo que a comunhão seja em dois sentidos: por um lado, desfrutamos de Cristo e de todos os santos; por outro, deixamos que todos os cristãos também desfrutem de nós, no que eles e nós pudermos. Assim, o amor de si mesmo que busca seu próprio proveito, tendo sido extirpado por este sacramento, permite a entrada do amor que busca o proveito da comunidade e está voltado para todas as pessoas. Desta forma, constitui-se, através da transformação do amor, um único pão, uma só bebida, um só corpo, uma comunidade. É esta a autêntica unidade cristã e fraterna. Por isso, queremos ver agora como se relacionam e se coadunam com isto as irmandades, exteriormente brilhantes e tão numerosas hoje em dia.

[...]

5. Voltemos novamente ao sacramento. Visto que a comunhão cristã nunca esteve tão mal como atualmente, diminuindo a cada dia que passa, principalmente nos mais altos escalões, e visto que todos os lugares estão cheios de pecado e torpeza, não deves considerar quantas missas se realizam, ou quantas vezes é ministrado o sacramento, pois é por isto que as coisas ficam piores, em vez de melhorar. Considera, sito sim, o quanto tu e os outros crescem no significado e na fé desse sacramento; nisto é que está a melhoria. E quanto mais constatares que estás incorporado na comunhão de Cristo e de seus santos, tanto melhor a sua situação, isto é, se constatares que estás ficando forte na confiança em Cristo e em seus amados santos, de modo que tenhas certeza de que te amam e estão contigo em todas as aflições da vida e a morte. E, por outro lado, deve preocupar-te o declínio ou a queda de todos os cristãos e de toda a comunidade em cada cristão; teu amor deve ser compartilhado com qualquer um; deves estar disposto a ajudar todo mundo, a não odiar ninguém, a compadecer-te de todos e a interceder por eles. Vê, se a obra do sacramento andar bem, muitas vezes haverás de prantear, lamentar e chorar por causa do miserável estado da cristandade de hoje. Mas se não tiveres essa confiança em Cristo e em seus santos, e se não te atribular nem comover a miséria da cristandade e de cada próximo, acautela-te em relação ao todas as outras boas obras, pelas quais acreditas ser piedoso e alcançar a salvação. Com certeza serão pura hipocrisia, aparência e impostura, porque são desprovidas de amor e de comunhão, sem os quais nada existe de bom. Pois, summa summarum, plenitudo legis est dilectio[19], o amor cumpre todos os mandamentos[20]. Amém.

[Posfácio na edição C:]

Sem qualquer necessidade, algumas pessoas rejeitaram este sermão pela razão de eu ter dito, no terceiro artigo, que me aprece bom que um concílio cristão determinasse que ambas as espécies sejam dadas a todos. Escancararam a boca a ponto de dizer que isto seria errado e escandaloso. Que Deus no céu tenha misericórdia de passarmos por uma época em que Cristo, o nobre Senhor e Deus, é insultado e blasfemado publicamente por seu próprio povo, ao ponto de se difamar sua ordem como sendo um erro. Teria sido suficiente deixá-lo[21] como uma ordem permitida e que, se não se quisesse transformá-lo em mandamento, também não fosse considerado proibido ou errado. Mas peço que eles tenham a gentileza de dar uma boa olhada no segundo e terceiro artigos, nos quais afirmei claramente que uma espécie é suficiente. Fiquei sabendo ainda que meus escritos somente são rejeitados por aqueles que nunca os leram nem querem lê-los; a estes envio minhas saudações e informo que não me importo com seu parecer cego e injurioso. Enquanto Deus permitir que eu viva, não estarei disposto a tolerar que, de maneira tão atrevida, condenem e blasfemem Cristo, meu Senhor, chamando-o de mestre herético, escandaloso e sedicioso. Podem contar com isso.

(Martinho Lutero, in Obras Selecionadas – Os primórdios – Escritos de 1517 a 1519, Eds. Sinodal/Ulbra/Concórdia, 2004, vol. 1, 2ª ed., pp. 425-444, tradução de Annemarie Höhn et al.)

sábado, 20 de agosto de 2011

HISTORIA DA ESCOLA DOMINICAL



ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL .
www.uniaonet.com/alexandregiovana.htm : Paz do Senhor, Estamos fazendo um levantamento no seminário sobre a Escola Dominical de inúmeras denominações e regiões do mundo, para verificar quais são os desafios da Escola Dominical. Poderia se possível responder as perguntas abaixo ou pelo menos algumas delas.
Que Deus abençoe e estou muito grata _ Giovana . Moro em São Paulo e estou no último ano de Teologia pelo Seminário Betel Brasileiro (Irmã Durvalina).


1.Caso sua Igreja não tenha implantado Escola Dominical explique o motivo pelo qual não tem.
2.Nome da Igreja e Cidade da Igreja:
3.Nome da pessoa que está respondendo:
4.Diante da sociedade pós-moderna que vivemos hoje, como podemos seguir com a Escola Dominical em nossas Igrejas? 5.Quais são os desafios encontrados em sua Igreja para Escola Dominical?
6.Quais problemas mais tem afetado o andamento da Escola Dominical?
7.Como é a presença dos membros da Igreja na Escola Dominical?
8.Que benefício a Escola Dominical tem trazido para sua Igreja?
9.Que tipo de idéias poderiam revolucionar ou melhorar o desempenho dos professores de Escola Dominical?
10.Descreva o que significa (ou qual o sinônimo) de Escola Dominical em sua Igreja?
11. O que poderia melhorar na Escola Dominical?


I. INTRODUÇÃO


Quando me deparei com o tema: “Desafios da Escola Dominical no Século XXI”, fiquem preocupada por onde começar, devido a maneira como temos visto em nossas igrejas o andamento da Escola Dominical, seu declínio e até extinção em algumas igrejas (denominações).

Tento passar através desta pesquisa qual tem sido o pensamento de alguns líderes da Igreja Evangélica num breve posicionamento nacional e internacional quanto a Escola Dominical.

No Brasil hoje, não se tem mais aquela motivação de sair de casa no Domingo para ir a aula de Escola Dominical, pelo contrário é bem melhor ficar dormindo nos dias de frio e ir para praia ou passear nos dias de calor; isto acontece devido a falta de motivação que temos, que os alunos tem, as aulas são chatas, cansativas, e vazias. Não há nada que nos atraí. Muitas vezes vamos a Escola Dominical somente para agradar o pastor, ou fazer um social com os irmãos. É apenas um ponto de encontro para conversar e colocar os assuntos em dia. Onde estão os temas do nosso dia-a-dia, onde está aquela palavra que nos faz ficar sentados alegres, onde está aquele professor que ama dar aulas e que se prepara para isto? Ah não, definitivamente está em extinção, os professores de Escola Dominical, não são treinados, nem selecionados, não há reciclagem e estão na maioria das vezes lá somente para preencher lugar. As exceções são pouquíssimas. Por isto vemos um grande declínio na Escola Dominical do Brasil.

Fora do Brasil o grande problema é espaço, as igrejas são na verdade salões alugados em horário limitado, pois os templos antigos (históricos), hoje se tornaram academias, lanchonetes, cinema, barzinho e até mesmo Sex shop. As igrejas que estão aptas a ensinar tem um grande problema com a participação dos membros. Ou são igrejas muito pequenas ou igrejas gigantescas que foge das mãos da liderança isto. Igrejas brasileiras fora do país, sofrem com o problema de os membros estarem tão envolvidos com trabalho secular que não tem tempo, somente uma vez por semana no culto de Domingo a noite, quando há uma folga no trabalho da semana.

Enfim o problema é geral, terá a Escola Dominical falido?

I. DEFINIÇÕES E BREVE HISTÓRICO

I. O QUE É A ESCOLA DOMINICAL

O termo "Escola Dominical" foi primeiramente usado pelo jornalista evangélico Robert Raikes, na Inglaterra, a partir de 1780, quando começou a oferecer instrução rudimentar para crianças pobres em seu único dia livre da semana: domingo, pela manhã e à tarde, pois a maioria mesmo tendo pouca idade já trabalhava durante a semana. A Escola Dominical nasceu para servir como o ensino público gratuito, orientado pelos princípios da educação-cristã, vindo posteriormente o governo britânico e de outros países a oferecer o sistema de educação pública e a se responsabilizar oficialmente por ele. O movimento iniciado por Raikes é considerado o precursor desse sistema.
A Escola Dominical deveria ser o departamento mais importante da igreja, porque evangeliza enquanto ensina, cumprindo assim, as duas principais demandas da Grande Comissão, que nos entregou o Senhor Jesus em Mateus 28.19-20. A Escola Dominical e também um ministério interpessoal, cujo objetivo básico e alcançar, através da Palavra de Deus, as crianças, os adolescentes, os jovens, os adultos, a família, a igreja e toda a comunidade. Por conseguinte, e a Escola Dominical a única agencia de educação popular de que dispõe a igreja, a fim de divulgar, de maneira devocional, sistemática e pedagógica, a Palavra de Deus.
"A Escola Dominical, devidamente funcionando, é o povo do Senhor, no dia do Senhor, estudando a Palavra do Senhor, na casa do Senhor" – Pr. Antônio Gilberto.

II. OS OBJETIVOS DA ESCOLA DOMINICAL

Quatro são os objetivos primaciais da Escola Dominical: ganhar almas, educar o ser humano na Palavra de Deus, desenvolver o caráter cristão e treinar obreiros. Alcançados estes objetivos, teremos entre a Escola Dominical e a Igreja uma perfeita integração, que levara ao imediato e seguro crescimento bíblico desta.
1. Ganhar almas.
Ganhar almas significa convencer o pecador impenitente, através do Evangelho de Cristo, quanto a premente necessidade de arrepender-se de seus pecados, e aceitar o Filho de Deus como o seu Único e Suficiente Salvador. Evangelizar, ou ganhar almas, e o principal objetivo da Escola Dominical. Pois antes de ser a principal agencia educadora da Igreja, e a E.D. uma agencia evangelizadora e evangelística. Evangelizadora: proclama o Evangelho de Cristo enquanto ensina. Evangelística: prepara obreiros para a sublime missão de ganhar almas. Dessa forma, cumpre a Escola Dominical a principal reivindicação da Grande Comissão que nos deixou o Senhor Jesus (Mt 28.18-20). A E.D. que não evangeliza não é digna de ostentar tão significativo titulo.
2. Educar o ser humano na Palavra de Deus.
Em linhas gerais, educar significa desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e espiritual do ser humano, tendo em vista o seu pleno desenvolvimento. No âmbito da Escola Dominical, educar implica em formar o caráter humano, consoante as demandas da Bíblia Sagrada, a fim de que ele (o ser humano) seja um perfeito reflexo dos atributos morais e comunicáveis do Criador. As Sagradas Escrituras tem como um de seus mais sublimados objetivos justamente a educação do homem. Prestemos atenção a estas palavras de Paulo: "Toda a Escritura e divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra" (2 Tm 3.16, I 7). 0 Dr. Clay Risley achava-se bem ciente quanto a essa missão da Escola Dominical: "Um jovem educado na Escola Dominical raramente e levado as barras dos tribunais" .
3. Desenvolver o caráter cristão.
Também é missão da Escola Dominical a formação de homens, mulheres e crianças piedosos. Escrevendo a Timóteo, o apostolo Paulo e irreplicável: "Exercita-te a ti mesmo na piedade" (1 Tm 4.7). A piedade não se adquire de forma instantânea. Advém-nos ela de exercícios e praticas espirituais que nos levam a alcançar a estatura de perfeitos varões. lembro-me, aqui, das apropriadíssimas palavras de Alan Redpath: "A conversão de uma alma c o milagre de um momento; a formação de um santo e a tarefa de uma vida inteira" . Só nos resta afirmar ser a Escola Dominical uma oficina de santos. Ela ensina a estes como se adestrarem na piedade ate que venham a ficar, em todas as coisas, semelhantes ao Senhor Jesus. Assim era Sadu Sundar Singh – o homem que se parecia com o Salvador. 0 que dizer de Thomas à Kempis? Em sua Imitação de Cristo, exorta-nos a celebrar diariamente a piedade a fim de que alcancemos o ideal do Novo Testamento: a parecença do homem com o seu Criador. No cumprimento desse ideal tão sublime, como prescindir da Escola Dominical!
4. Treinar obreiros.
Embora não seja um seminário nem possua uma impressionante grade curricular, e a Escola Dominical uma eficientíssima oficina de obreiros. De suas classes e que saem os diáconos, as presbíteros, os evangelistas, os pastores, os missionários e teólogos. A pesquisa efetuada pelo Dr. C. H. Benson referenda o que esta sendo dito: "Um calculo muito modesto assinala que_ 75% dos membros de todas as denominações, 85% dos obreiros e 95% dos pastores e missionários foram, em qualquer tempo, alunos da Escola Bíblica Dominical" . Como discordar de Benson? Se hoje escrevo este livro e porque, quando ainda tenro, meus pais preocuparam-se em levar-me a este bendito educandário. Recordo-me das recomendações que o saudoso pastor José Gomes Moreno fazia aos nossos pais: "Não traga seus filhos a Escola Dominical. Venha com eles". Dos obreiros, professores e doutores na Palavra que hoje conheço, todos tiveram uma herança espiritual comum: a Escola Dominical, cuja historia, como veremos a seguir, remonta aos tempos bíblicos. E, desde o inicio, conforme iremos constatar, a Escola Dominical sempre esteve comprometida com o crescimento da igreja, pois a esta achava-se sempre integrada.

III. NO MINISTÉRIO DE JESUS E NA IGREJA PRIMITIVA

1. No período do ministério terreno do Senhor Jesus.
Foi o Senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, o Mestre por excelência. Ele era a própria sabedoria; nEle, residem todos os tesouros do conhecimento, da sabedoria e da ciência (Cl 2.3). Era o Senhor admirado por todos; a todos ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas e fariseus (Mt 7.29). Em pelo menos 60 ocasiões, e o Senhor 3esus chamado de Mestre nos evangelhos. Pode haver maior distinção que essa. Isto, porem, era insuportável aos doutores da Lei, escribas e rabinos por não terem condição de competir com o Filho de Deus. Jesus não se limitava a ensinar nas sinagogas. Ei-lo nas casas, nas mais esquecidas aldeias, a beira mar, num monte e ate mesmo no Santo Templo. Ele não perdia tempo; sempre encontrava ocasião e oportunidade para espalhar as boas novas do Reino de Deus. Ele curava os enfermos e realizava sinais e maravilhas. Mas, por maiores que fossem suas obras, jamais comprometia o ministério de ensino. Antes de ascender aos céus, onde se acha a destra de Deus a interceder por todos nos, deixou com os ap6stolos estas instruções mais que explicitas: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, ate a consumação dos séculos" (Mt 28.19.20).
2. Na Igreja Primitiva.
Do que Lucas registrou em Atos dos Apóstolos, e fácil concluir: os discípulos seguiram rigorosamente as ordens do Senhor Jesus Cristo. Começaram a ensinar em Jerusalém, doutrinaram toda a Judéia, evangelizaram Samaria, percorreram as regiões vizinhas a Terra Santa. E, em menos de 30 anos, ei-los a falar do Senhor Jesus Cristo na capital do Império Romano "sem impedimento algum" (At 28.31). Se a Igreja cresceu, cresceu ensinando a Palavra de Deus a toda a criatura; se expandiu, expandiu-se evangelizando e discipulando. Sem o magistério do Evangelho, inexistiria a Igreja de Cristo.

IV. A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL

A Escola Dominical nasceu da visão de um homem que, compadecido pelas crianças de sua cidade, quis dar um novo sentido a sua madrasta existência. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel. Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos. Foi nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entrou em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos delinqüentes a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes varias matérias seculares: matemática, historia e a língua materna – o inglês. Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Mas a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusam de estar quebrantando o domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus? Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus e adorado através de nosso trabalho amoroso e incondicional De igual forma, sabia ele perfeitamente que a Escola Dominical podia integrar-se ao grande projeto da Igreja, levando esta a experimentar um crescimento ainda maior. Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira. No dia três de novembro de 1783, Raikes publicar, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos de Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical. Mui apropriadamente, escreve o pastor Antônio Gilberto: "Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando ate nos, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agencia de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe". Alem de Robert Raikes, muitos foram os evangelistas que se preocuparam com o ensino sistemático da Palavra de Deus as crianças. Eis o que declarou o príncipe dos pregadores, Charles Spurgeon: "Uma criança de cinco anos, se ensinada adequadamente, pode crer para a salvação tanto quanto um adulto. Estou convencido de que os convertidos de nossa igreja que se decidiram quando crianças são os melhores crentes. 1ulgo que são mais numerosos e genuínos do que qualquer outro grupo, são mais constantes, e, ao longo da vida, os mais firmes" . Assim expressou-se Moody: "Há muita desconfiança na igreja de hoje quanto a conversão de crianças. Poucos crêem que elas podem ser salvas; mas, louvado seja o Senhor, esta mentalidade já esta modificando – uma luz começa a brilhar" .
Expressando o mesmo sentimento que levou Robert Raikes a fundar a Escola Dominical, pondera o pastor Artur A. M. Gonçalves, reitor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo: "As maiores vítimas dos males da nossa sociedade estão sendo as crianças. E é das crianças que vem os mais angustiantes apelos. Para construirmos um mundo melhor, concentremos nossos esforços nas crianças. Para expandirmos o Reino de Deus, demos prioridade a evangelização das crianças".

V. A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL

A Escola Dominical no Brasil teve como nascedouro a cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A data jamais será esquecida: 19 de agosto de 1855. Nesse dia, os missionários escoceses Robert e Sara Kalley ministraram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; somente cinco crianças assistiram aquela aula. Mas foi suficiente para que o seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso pais. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Os diretores deste fazem questão de conservar o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.
Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855,no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.

VI. CRONOLOGIA DA ESCOLA DOMINICAL


ANO
ACONTECIMENTO
1736
14/09 - Nasce Robert Raikes, na Inglaterra.
1780
Robert Rikes, jornalista evangélico (episcopal), com 44 anos, realiza em Gloucester, Inglaterra, as primeiras aulas aos domingos pela manhã para crianças sobre leitura, escrita, aritmética, instrução moral e cívica e conhecimentos religiosos, dando início à Escola Dominical, não exatamente no modelo que temos hoje, mas como escola de instrução popular gratuita, o que veio a ser a precursora do moderno sistema de ensino público. As primeiras professoras foram assalariadas por Raikes.
1783
03/11 - Dia Natalício da Escola Dominical, pois Raikes, após três anos de experiência com 7 Escolas Dominicais em casas particulares e com 30 alunos em cada uma delas, alcança êxito em seu trabalho com a transformação na vida de duas crianças.
A Escola Dominical passou das casas particulares para os templos, os quais passaram a encher-se de crianças.
1784
Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já contava com 250 mil alunos matriculados.
1785
Raikes Organiza a primeira União de Escolas Dominicais, em Gloucester, com ajuda de William Fox.
Surgem as primeiras Bíblias, Testamentos e Livros para serem usados especialmente nas Escolas Dominicais. Raikes publica o Sunday School Companion, que era um simples livro de leitura de versículos bíblicos.
É iniciado o movimento de Escolas Dominicais nos Estados Unidos da América, na Casa de William Elliott, inspirado nos exemplos britânicos.
1790
É fundada a primeira União de Escolas Dominicais dos EUA, em Philadelphia, para prover salas de aulas e professores para as escolas. Em Charleston, EUA, a Conferência Metodista reconhece oficialmente as suas Escolas Dominicais.
1797
Somente na Inglaterra chega a mil o número de Escolas Dominicais.
1800
Surgem fortes ataques contra a Escola Dominical. Raikes ‚ acusado de "profanador do Dia do Senhor", pelo fato de fazer funcionar a Escola aos domingos... Tal acusação partiu dos religiosos da época. No Parlamento chegou a ser apresentado um decreto para proibir Escolas Dominicais em toda a Inglaterra. Tal decreto jamais foi aprovado.
1810
O movimento já contava com mais de três mil Escolas Dominicais e com aproximadamente 275 mil alunos matriculados.
1811
Começa a separação de classes para que adultos analfabetos, assim como as crianças, também pudessem aprender a ler a Bíblia. O movimento chega a 400 mil alunos matriculados só na Inglaterra.
5/04 - Morre Robert Raikes, aos 76 anos de idade, tendo a Escola Dominical se espalhado por toda a Inglaterra e em outras partes do mundo.
1820
Começam os primeiros passos para congregar as Uniões locais de Escolas Dominicais numa central - União Americana de Escolas Dominicais.
1824
25/05 - A União Americana de Escolas Dominicais, em Filadelfia, EUA, torna-se a representante nacional de 723 Escolas afiliadas e 50 mil alunos.
1831
As Escolas Dominicais chegam a 1.250.000 alunos matriculados, cerca de 25% da população da Inglaterra na época.
1832
03/10 - Realizada a Primeira Convenção Nacional da União Americana de Escolas Dominicais, em New York.
1836
O Rev. Justin Spauding, da Igreja Metodista, organiza no Rio de Janeiro, entre estrangeiros, uma congregação com cerca de 40 pessoas e em junho abre uma Escola Dominical com 30 alunos, dos quais alguns eram brasileiros, ensinados na sua própria língua.
1855
19/08 - Robert Kalley e sua esposa Da. Sarah Poulton, casal de missionários escoceses, realizam a primeira aula de Escola Dominical para cinco crianças, em sua residência na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, o que resultaria na fundação da Igreja Evangélica Fluminense, embrião da Igreja Congregacional.
1920
Começa a circular como suplemento do Jornal Boa Somente em Belém, PA, os Estudos Dominicais, o embrião da atual revista Lições Bíblicas, para Jovens e Adultos.
1930
Lançada a revista Lições Bíblicas para adultos, inicialmente comentada pelos missionários suecos Samuel Nyström e Nils Kastberg.
1932
25 a 31/7 – Realizada a XI Convenção Mundial de Escolas Dominicais, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro
1943
Lançada a primeira revista para crianças na Escola Dominical das Assembléias de Deus, escrita pelas professoras Nair Soares e Cacilda de Brito.
1955
19/8 - Completados 100 anos de fundação das Escolas Dominicais no Brasil.

1980
Comemorados os 200 anos de fundação da Escola Dominical no mundo pela Associação lnternacional de Educação Cristã (ICEA).
O número de alunos em todo o mundo‚ é estimado em 120 milhões, com cerca de 2 milhões de Escolas Dominicais (não nos moldes do modelo britânico de Raikes) e 8 milhões de professores.
1996
5 a 07/06 - Realizado o I Encontro Nacional de Superioridades de Escola Dominical, no Hotel Glória, Rio de Janeiro, RJ.
1999
12 a 15/11 - Realizada a Conferência Nacional de Escolas Dominicais, no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco, Recife.
2000
24 a 27/05 - Realizado o segundo CAPED fora do Brasil: Nova Iorque, EUA.
Lançado o CEI em vídeo com 4 fitas.
Lançada a Cartilha Escola Dominical Revistas e Currículos, para pastores, superintendentes, coordenadores de departamentos e professores.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

9 PASSOS PARA VC GRAVAR NA SUA MEMÓRIA!



"Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um dia se chama ontem e outro amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar e principalmente viver"
Dalai Lama !"


Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto" IS 55;6


Nunca se esqueça de Deus
1 -
'Deus não escolhe
pessoas capacitadas, Ele capacita os
escolhidos.'
2 -
'Um com Deus é
maioria.'
3 -
'Devemos orar
sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que
possamos ouvir a Deus.'
4-
'Nada está fora
do alcance da oração, exceto o que está fora
da vontade de Deus.'
5-
'O mais importante
não é encontrar a pessoa certa, e sim ser
a pessoa certa.'
6 -
'Moisés gastou:
40 anos pensando que era alguém; 40 anos
aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus
pode fazer com um NINGUÉM.'
7 -
'A fé ri das impossibilidades.'
8 -
'Não confunda
a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.
9 -
'Não diga a DEUS
que você tem um grande problema. Mas diga
ao problema que você tem um grande DEUS.'
Um Desafio Para Você:
Se você não sentir
vergonha de fazê-lo, passe esse e-mail
para frente....mas, somente se você realmente sentir que sim !
DECLARAÇÃO:
Sim, eu amo Deus. Ele
é a fonte de minha existência, é meu Salvador.
Ele me sustenta a cada dia.
Sem Ele eu não sou
nada, mas com Ele eu posso todas as
coisas através de
Jesus Cristo, que me fortalece.
(Filipenses 4:13)
Isto é apenas um simples
teste...
Se você ama a Deus
e não tem vergonha de todas as coisas
maravilhosas que Ele tem feito por você, mande este e-mail para
várias pessoas (cristãs ou não)

tenha uma ótima semana de muita paz e saúde !!

Deus te Abençoe!!!!